Num país supostamente de direito
isto não podia acontecer!
É incrível o que os adeptos de um clube acostumado a ganhar através de quaisquer métodos, mesmo os ilegais, estão a fazer.
A grandeza dum clube mede-se não só pelo número de títulos conquistados, mas sobretudo pela sua postura. E o que está a acontecer, não só ao longo desta semana, mas de toda a época não é digno de um clube grande!
Um clube grande tem de saber ganhar e perder e não arranjar as mais esfarrapadas e estúpidas desculpas para não reconhecer o mérito alheio. Nem preciso de dar exemplos pois eles são tantos e toda a gente ligada ao desporto, sabe quais são.
Não consigo compreender como até pessoas cultas e altamente responsáveis no plano profissional, se comportem como o mais humilde e inculto adepto, no plano desportivo, quando o seu clube está em jogo.
Só se pode compreender este histerismo e desespero, face às prováveis consequências futuras da derrota deste ano, para além claro, da desilusão pela não conquista de mais um penta-campeonato.
Face ao passado recente, eles imaginaram que o Benfica seria mais uma vez um alvo fácil de abater, mesmo sendo o gigante que é. Bastava-lhes, pensavam eles, minarem o caminho, como era usual. Infelizmente para eles, saíu-lhes o tiro pela culatra e foram eles que baquearam estrondosamente.
O mais irónico é que o "afilhado" que eles apoiaram para ajudar a afastar o Benfica do seu caminho, tudo aponta, irá ficar classificado à frente deles.
Se esta época era muito importante para a consolidação da hegemonia que vêm tendo nos últimos anos, sabe-se agora após as escutas, à custa de que meios poucos honestos e desportivos, também era importante para irem sufocando lentamente o gigante Benfica no plano financeiro.
Porém, não só não conseguiram os seus objectivos, como viram o Glorioso surgir pujante como nunca, numa onda crescente e avassaladora quer no plano desportivo, quer no financeiro.
Enquanto isso e como vem sendo habitual há anos e anos, as autoridades deste país, assistem a tudo e não fazem nada para acabar com a impunidade.