Época 2015/16

Época 2015/16

O desfazer dum mito

A maioria dos benfiquistas pensa que José Veiga é portista, mas afinal parece que estão enganados, segundo palavras do ex-vice benfiquista Fernando Tavares.
«Conheço pessoalmente José Veiga e posso garantir, também, a sua predileção pelo Benfica. Aliás José Veiga é sócio do Benfica e não tenho conhecimento que seja ou tenha sido sócio do Porto ou do Sporting. O que move José Veiga no Benfica não é uma vingança pessoal contra Pinto da Costa. Pelo contrário, eu sei que o presidente do FC Porto ocupa uma parte irrelevante na vida de José Veiga. Eu sei que ambos são motivados pelo desejo de ver o Benfica a ganhar, tanto como qualquer outro sócio ou adepto do clube. Foi uma lástima que outras pessoas tivessem conseguido minar a relação entre Vieira e Veiga, porque a esta hora o Benfica já teria recuperado a hegemonia do futebol português. E não seria necessário desonrar o clube, como não foi necessário em 2005, quando vencemos o campeonato.» 
É a tal história, uma mentira muitas vezes repetida ...

Sofrida, mas justa

A vitória de Portugal sobre a Dinamarca teve tanto de sofrida quanto de justa. Pena as oportunidades desperdiçadas por Cristiano Ronaldo!
Portugal fez um bom jogo e entrou novamente na luta pela qualificação para os oitavos-de-final. Tudo ficará mais fácil se a Alemanha vencer a Holanda daqui a bocado.
Grandes exibições de Pepe, coroada com um grande golo, de Coentrão, só foi pena Veloso não o ter apoiado a defender, de Moutinho, certinho como sempre e de Nani.
Cristiano Ronaldo lutou muito mas esteve irreconhecível na finalização.
Nélson Oliveira entrou bem e foi muito útil porque é possante, rápido e lutador.
Varela sem muito tempo para mostrar serviço, acabou por virar herói ao marcar o 3º de Portugal.

Tenho de lhe dar razão

Fernando Tavares, antigo vice-presidente do Benfica para as modalidades, em entrevista ao NGB e a propósito da forma como acabar com a hegemonia azul no futebol português, disse «Falta recuperar uma cultura de vitória e estendê-la a todas as pessoas que diariamente trabalham no Benfica e pensam o Benfica. Desde logo, mudar as pessoas que não executam em função do Benfica mas sim em função do seu “tacho”. É preciso acabar com este “tachismo” no Benfica. É necessário criar novas competências na SAD, trazer pessoas que pensem mais no Benfica do que nelas próprias e sobretudo que possam enfrentar os desafios desportivos com uma lógica de vitória. O adversário não é imbatível, está longe de ser imbatível, mas uma das suas forças é exatamente esta, a de não permitir que em cargos executivos, esteja alguém que não se identifique com o clube e com a sua sede de vencer. E sobretudo que não se identifique com a cultura vigente no clube, de ódio ao Benfica. Este é o adversário, esta é a sua cultura e isto apenas se combate com mais benfiquismo na SAD, com pessoas que tenham coragem para ir à luta e sobretudo tenham vontade de ir à luta, porque não é mais possível tolerar este estado de coisas, em que o Benfica é enxovalhado, achincalhado pelo nosso adversário sem uma resposta à altura dos nossos valores e da nossa história. Mas, para isso acontecer, é preciso conhecer os nossos valores e a nossa história. E há muita gente na SAD que não conhecem e por isso não estão disponíveis para travar esta luta em nome do Benfica.»
Tenho de lhe dar razão!

Para ler e meditar

A final do campeonato de basquetebol ainda continua a suscitar opiniões. E esta que publico abaixo merece ser lida com atenção.

Propositadamente deixei passar a histeria nacional que se abateu sobre os incidentes registados no final do quinto e último embate do playoff de basquetebol. E só agora, semanas depois e quando o mundo está a olhar para o Europeu de futebol, resolvi dizer algumas coisas sobre aquilo que ocorreu no Dragão Caixa.

Quem jogou basquetebol tantos anos e passou mais uns quantos a ser treinador jamais poderá dizer que não aprecia uma final de playoff até ao último encontro, até à derradeira posse de bola. Essa é a essência do sistema de disputa que, com o passar dos anos, em Portugal e não só, foi adoptado por variadíssimas modalidades. Por isso, a primeira ideia que pretendo transmitir é que Benfica e FC Porto foram dignos finalistas e tudo fizeram para ficar com o título.

Ganharam as águias, mas podiam ter ganho os dragões. Os encarnados foram mais fortes na final e na maioria dos confrontos directos, mas os azuis e brancos mostraram ser mais consistentes na fase regular, como se atesta pelo facto de terem terminado na frente, pese terem perdido os dois duelos com o rival.

Emoção e incerteza quanto ao vencedor não significa, desde logo, bons espectáculos. Benfica e FC Porto, durante a final, mostraram problemas exagerados para controlar a posse de bola, para acertar lançamentos relativamente fáceis, para cobrar lances-livres. Mérito das defesas? Sim, em parte, mas não sempre. Nervos e ansiedade próprios do momento? Sim, em parte, mas essa desculpa não pode servir sempre quando em causa estão os melhores conjuntos nacionais, recheados de elementos experientes e habituados a embates ao mais alto nível, nomeadamente ao serviço da Seleção Nacional.

Segunda ideia: ninguém falou dos árbitros após o jogo 5. E se ninguém o fez, tal deve-se ao simples facto dos juízes terem tido um trabalho sensacional em condições naturalmente complicadas face ao carácter decisivo do embate. O Benfica não ganhou por ter sido ajudado, nem o FC Porto perdeu por ter sido prejudicado. O mesmo se diria, aliás, se o "tiro" de meio-campo de Carlos Andrade tivesse entrado.

Bom, passemos então ao resto. No que pouco ou nada tem a ver com basquetebol, mas que conseguiu fazer com que o País, de repente, mais parecesse a Lituânia, visto que toda a gente só falava da modalidade. Falo dos cidadãos anónimos, mas também de um ror de opinadores que, pese nunca terem sido vistos num pavilhão, foram céleres a dizer de sua justiça.

Os gestos que Carlos Lisboa protagonizou no final do encontro não são bonitos. E não deviam ter sido feitos. Mas foram, no seguimento de um momento de enorme stress em que, nesta ou noutra modalidade, os intérpretes têm dificuldade em controlar as emoções, em ignorar os apupos. O técnico disse depois, em entrevista a Record feita por mim, que os gestos tiveram um único destinatário. Um sujeito que foi para o pavilhão carregado de cartazes a implicar com o treinador encarnado e com alguns jogadores.

Tenho para mim que a pressão vinda das bancadas faz parte do processo da alta competição. Considero que jogadores, treinadores ou dirigentes devem aprender a lidar com isso. Lisboa, pese toda a sua experiência, vacilou e ficou mal na fotografia. No entanto, como tantas vezes se diz, é preciso ver para além da imagem que nos chega. Que quer isso dizer? Basicamente que ele não é louco, da mesma forma que diria que Carlos Andrade não seria louco se, num dos duelos da Luz, fosse mais longe na resposta às contínuas provocações de que foi alvo por parte de muitos adeptos encarnados.

Lisboa não esteve bem e sabe-o, da mesma forma que sabe (e disse) porque reagiu de forma inapropriada. Ainda assim, para uns quantos iluminados da nossa praça, "devia ser irradiado" ou, mais engraçado, "não faz falta ao desporto nacional".

Sou pela democracia e isso faz-me defender que todos têm direito a expressar as suas opiniões. Mas a liberdade, acrescente-se, também me permite não concordar com algumas das coisas que leio, vejo ou escuto. Mais: faz com que possa directamente criticar as opiniões alheias. E é exactamente por beneficiar desse previlégio que hoje, neste espaço, gostaria de saber o que é que esses entendidos recomendariam caso Carlos Lisboa tivesse agredido alguém?

Neste país de memória curta - e não me peçam para dar exemplos porque o texto já vai longo - muitos presidentes de federações, dirigentes ou treinadores não estariam em funções se os tais "moralistas" pudessem pintar o mundo à sua maneira. Ou as opiniões mudam consoante o clube do prevaricador?

Um senhor bizarro e estridente, que é excelente na sua área profissional mas não descansou enquanto não ganhou protagonismo no clube do coração, acha que "Lisboa está a mais no desporto nacional". É uma opinião. Perante isso gostava de saber o que pensa sobre o treinador de futebol do seu clube? Provavelmente estava fora quando esse agora técnico atravessou a capital de uma ponta a outra antes de agredir o seleccionador... E também devia estar ocupado quando a mesma pessoa, então na pele de dirigente, agrediu um futebolista do seu próprio clube. É pena ser tão esquecido... Mas, acredito, a amnésia (selectiva) acabará um dia.

PS – Para quem não sabe ou já se esqueceu: não foi a primeira vez que um campeão nacional de basquetebol recebeu a taça no balneário e os incidentes registados no Dragão Caixa não foram os mais graves que aconteceram no basquetebol nacional (no Porto, por exemplo, já sucederam episódios consideravelmente piores). A diferença é que, no passado, não tínhamos twitter, facebook, telemóveis, vários canais televisivos, Internet, etc, etc.
(Luís Avelãs, in Record)

Repetição de jogo, sim ou não?

Os azuis do Porto protestaram o jogo de sábado que terminou em empate a 5 golos no Pavilhão Império Bonança (Luz).
Protestaram porque segundo eles existiram 3 erros técnicos aquando do lance polémico da grande penalidade marcada pelo careca Ventura e que na sequência deu um cartão azul ao mesmo.
Não conheço o bastante das regras do hóquei para ter opinião formada sobre a situação, mas ainda há dias vi no jogo Paço d'Arcos-Benfica, os árbitros inviabilizarem a marcação dum livre-directo a Carlos López supostamente por demora em executar o lance.
Quanto à cronometragem do tempo também não posso opinar. 
Já quanto à amostragem do cartão azul ao Ventura sarrafeiro, não acredito que o mesmo se tenha dirigido aos árbitros em tom de linguagem normal, mais a mais num momento crítico do jogo.

Entradas e saídas nas modalidades

Ainda não terminou a época para o hóquei e o futsal, mas já se conhecem algumas movimentações de jogadores tendo em vista a época 2012/13, embora ainda não confirmadas oficialmente pelo Benfica.

Começando pelo ANDEBOL, a única modalidade profissional que não conseguiu conquistar nenhum título na época 2011/12, sabe-se que o ponta esquerda Pedro Graça não continua e ao que parece abandona a modalidade, pelo menos como jogador profissional. Para a sua posição entra o internacional Dario Andrade (ex-FCPorto).
Não se conhecem ainda os nomes doutros jogadores que não vão continuar a equipar de encarnado, mas sabe-se que vão entrar o central Tiago Pereira (ex-ABC), o lateral esquerdo Álvaro Rodrigues (ex-ABC) e o sérvio Davor Cutura (ex-Valladolid-ESP).
Atendendo às posições das prováveis aquisições, suponho que os laterais esquerdos João Lopes e George Zaikin estarão de saída.

Quanto ao BASQUETEBOL, os campeões nacionais, terá de ser dispensado um estrangeiro face à redução do nº de estrangeiros de 4 para 3.
Se não saírem por convites irrecusáveis, Seth Doliboa e Ted Scott são indiscutíveis e para manter, restando Fred Gentry (poste) e Marcus Norris (base), uma vez que Heshimu Evans já é português.
Precisamos dum poste para alternar com Élvis Évora, mas Gentry não me convenceu totalmente, enquanto de bases estamos bem servidos por isso julgo que Norris tenha os dias contados no Benfica, o que é uma pena pela sua categoria e experiência.
Creio que um poste de categoria é a única carência do plantel.

Quanto ao FUTSAL, ainda não se conhecem alterações. A grande dúvida será a permanência ou não de Ricardinho visto que está emprestado.
Independentemente de ser ou não campeão, creio que a equipa precisa de reajustes.
Dentinho não confirmou as credenciais que o trouxeram para o clube e existe alguma veterania no plantel.

Quanto ao HÓQUEI EM PATINS, já se sabe que Sérgio Silva está de saída para o Valdagno (ITA), o que é uma pena pois foi um elemento decisivo em vários jogos devido ao seu potente remate e ao facto de ser especialista a marcar penáltis. No entanto, parece estar encontrado o substituto, o espanhol Marc Coy (ex-Calafell-ESP), um goleador de 25 anos.

Quanto ao VOLEIBOL, que fez uma época espectacular, manchada pela derrota na final do campeonato, também são esperadas alterações no plantel.

Simão e Miguel

Ao que parece têm em comum o desejo de querer voltar ao Benfica.
Quanto a Simão, se viesse a custo zero e a auferir um ordenado compatível com os praticados no clube, apesar dos seus 32 anos e da perda de velocidade creio que ainda poderia ser útil. É experiente e tem categoria. Não poderia jogar a extremo como na passagem anterior pelo clube mas poderia jogar em zonas mais interiores. A época é longa e o Benfica precisa ter alguns jogadores experientes para atacar as várias provas em que estará inserido.
Quanto a Miguel, não, não e não! Porquê, pela forma como saíu (o processo ainda se arrasta nos tribunais), porque nem titular é no Valência e ainda porque é conflituoso dentro e fora de campo.

Mãos largas

Mete-me alguma confusão o facto dos azuis nortenhos terem oferecido 5% do lucro líquido da futura venda do Incrível ao seu empresário.
A decisão até pode ter a intenção de obrigar o homem a puxar para cima as ofertas pelo seu representado, mas mesmo assim não dá para entender.
Para quem está com dificuldades financeiras ...

Ricardo Quaresma?

Fala-se num eventual interesse do Benfica em Quaresma, actualmente no Besiktas, caso não seja possível contratar Salvio.
Por outro lado, também se fala hoje que o técnico do At. Madrid conta com Salvio, o que talvez dificulte a sua contratação.
A ser verdade, acham que Quaresma, ex-Sporting e ex-FCP, é um jogador interessante para o Benfica, atendendo ao seu temperamento?

Melhor para todos

Quando se pensava que o jovem guarda-redes esloveno Oblak ficasse no plantel do Benfica da próxima época, foi com alguma surpresa que soube que vai para o Rio Ave por empréstimo.
Surpresa pelo clube de destino visto que não tem sido muito próximo do Benfica desde que o actual presidente tomou posse. Mas, talvez até seja melhor para todos esta cedência.
Para o jogador porque tem garantia que vai jogar pois ao que parece terá sido uma escolha do novo treinador vilacondense, Nuno Espírito Santo.
Para o Benfica porque o jogador roda mais um ano o que é proveitoso face à sua idade (19 anos), em vez de ficar como suplente de Artur. E também porque se aproxima dum clube que tendia a ser muito próximo dos azuis nortenhos.
Para o Rio Ave porque recebe um excelente guarda-redes sem ter de pagar pela contratação e eventualmente ordenados, ou parte.
Eu tenho muita esperança neste jovem guarda-redes.

Nada está perdido

Apesar da derrota (1-2) no dérbi em futsal nada está perdido.
Num jogo menos conseguido, o Benfica perdeu pela 1ª vez esta época com os leões.
Nesta época o Benfica tem 3 vitórias (Supertaça, 4ºs-final-da Taça e 1º jogo da final), 2 empates (ambos para o campeonato-fase regular) e 1 derrota (hoje-2º jogo da final).
Agora é vencer em casa deles e trazer de lá o título. Se não for possível trazer as 2 vitórias, pelo menos uma e jogar a negra na Luz.
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