Época 2015/16

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Até tu Octávio?

Quem lê as crónicas do jornalista Octávio Ribeiro sabe que ele não é benfiquista e também que raramente afronta o "papa", mas hoje perdeu a vergonha e aí vai disto.
 
«Como aqui prevíamos na passada semana, Vítor Pereira lá saiu do FC Porto para um mercado rico mas pouco atraente – nunca pensámos é que fosse tão para baixo no ranking mundial quanto a tórrida Arábia Saudita. Lá vai Vítor Pereira, resignado, de Fátima para Meca, ganhar os milhões que nunca viu de Pinto da Costa.

Com a contratação de Paulo Fonseca, o eterno presidente do FC Porto visa apostar num valor emergente da nossa excelente escola de treinadores e também reforça o agradecimento ao Paços de Ferreira por aquele passeio ameno na última jornada da Liga...» (Octávio Ribeiro, in Record)
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E não é que hoje todos deram para atacar a norte!

«... Quase à mesma hora, Pinto da Costa apresentou Paulo Fonseca como novo treinador do FCPorto. Fonseca assumiu-se como um homem muito feliz e, embora não tenha referido que chegara à sua cadeira de sonho, não deixou de replicar a mensagem que André Villas-Boas transmitiu quando chegou ao Dragão: “No FC Porto, o compromisso com a vitória é permanente”. Coincidência ou não, a verdade é que não basta a Paulo Fonseca confiar na eficácia da estrutura. Terá de mostrar serviço.

Feliz parece ter ficado Vítor Pereira com um convite das arábias que normalmente não tenta os treinadores que ainda estão numa fase da sua carreira em que pretendem afirmar-se noutro quadro competitivo. O desafio não cola, aliás, à ambição transmitida pelo ex-treinador do FCPorto. Eventualmente sem saídas mais aliciantes,Pereira preferiu encher os bolsos (o que é respeitável) e esperar nova oportunidade. (António Magalhães, in Record)

Bravo, Magalhães!

O sr. António Magalhães, jornalista do Record, é conhecido pelo seu costumeiro anti-benfiquismo. Mas, perante factos, lá chega o dia em que tem de elogiar. Foi o que fez, a propósito das 100 vitórias de Jorge Jesus à frente do Benfica. 
Leia abaixo.
Depois de ter conquistado a centésima vitória ao serviço do Benfica, Jorge Jesus vai embalado para o seu segundo título de campeão em três épocas. A consegui-lo, o treinador que hoje faz capa deste jornal, numa produção exclusiva do Record, confirmará a tendência que se desenhou desde o primeiro dia em que entrou pela porta do estádio da Luz quando assumiu o comando técnico da equipa: com ele, o Benfica entrou numa nova era.
Com sublinha Jesus, são as vitórias que conduzem aos títulos e o registo que o treinador tem nos 141 jogos realizados no Benfica (quase 71 por cento de triunfos) reforçam, de facto, a convicção de que há mais conquistas à mão de semear.
A clubes com a grandeza do Benfica está associado um destino ganhador. Mas há momentos em que não se chega lá apenas com a força da dimensão e da história. Veja-se o caso do FC Porto que só depois da entrada de Pedroto (com Pinto da Costa) conseguiu quebrar um longo jejum de títulos que durou 18 anos e arrancou para tempos de muitas e brilhantes conquistas.
Não fora a conquista de Trapattoni em 2004/05, o Benfica teria estado 15 anos sem ser campeão. Até por isso, Luís Filipe Vieira não tem dúvidas que Jesus é o homem certo para projetar um ciclo virtuoso no Benfica que ficará mais consolidado com um segundo título em três épocas.
É verdade que nada se consegue sozinho e o próprio Jesus faz questão de sublinhar que as 100 vitórias são “a marca de um grupo”, mas é inquestionável o carisma e a paixão do treinador a uma causa que não se reduz ao Benfica, antes é mais lata.
Um dia, Cruyff escreveu a propósito dos técnicos que valorizam o futebol e sabem potenciar a qualidade dos jogadores com quem trabalham: “é importante ter treinadores que contagiem a alegria e o amor à arte. Não apenas os aspetos menos gratos e sofridos do jogo, mas sim o seu lado mais luminoso e estimulante”. Certamente por isso Aimar diz de Jesus que foi o melhor treinador que conheceu e também por isso o treinador gosta de vitórias com nota artística. Temos que lhe estar agradecidos.
Publicado no Record, Minuto Zero, 13 de fevereiro 2012

A minha alma está pasma

Com o que o anti-benfiquista Magalhães do Reco-reco escreveu sobre o novo treinador do FC Porto, o Special three!
Leiam, «É evidente que há hoje uma preocupação férrea do FC Porto em tentar colar Vítor Pereira ao trajeto de Villas-Boas, sem ruturas que possam afetar a santa paz do campeão nacional. E alguns pesos pesados do plantel já foram chamados a aprovar o novo treinador.
"O míster está impondo a sua forma de pensar" (Helton, 02/07/2011)
Mas o discurso de alguns, "Estamos a dar o máximo para o ajudar" (Hulk, 05/07/2011), não é o de quem está absolutamente convencido que o novo treinador é "o homem".
Vítor Pereira não é o novo Del Neri inventado por Pinto da Costa, mas que é por ali que a coisa pode dar para o torto, lá isso é.»

Um jornalista sem isenção

Admite-se de algum modo que os jornais para tornarem o seu produto mais atractivo e vendável, sigam técnicas de marketing agressivas utilizando uma linguagem com doses de manipulação e sensacionalismo q.b. e desde que pautadas pelo rigor e pela verdade. As notícias não devem ser baseadas apenas em meras opiniões pessoais, porque assim tornam-se subjectivas.
Esse facto torna-se mais gravoso, caso à notícia estejam subjacentes intenções pessoais que revelem à partida antipatias por esta ou por aquela pessoa ou por este ou por aquele clube, pois isso é a antítese de um jornalista. Sabemos no entanto que existem e que os exemplos, para mal dos nossos pecados, abundam por aí.
Uma das personagens que se enquadram na definição supra, é sem dúvida um dos adjuntos do director Pais do Record – António Magalhães (AM). A cada texto e a cada peça, cada vez mais ficamos com a certeza que ele não escreve para todos os leitores do diário, mas tão somente para uma faixa etária e clubista para a qual tem contribuido - os anti-benfiquistas, através das suas crónicas deturpadas, manipuladas e dotadas de pseudo-notícias e factos, servindo-os de acordo com aquilo que eles querem ler.
Não interpreta por norma o que aconteceu, mas aquilo que ele e eles queriam que tivesse sucedido ou se apreste para acontecer.

Na sua crónica de hoje fiel à sua tese dinamizadora da verborreia, AM escreve que «Os jogadores do Benfica valem milhões, mas hoje vão ter de justificar cada euro que ganham e aqueles que há quem pretenda pagar-lhes no futuro». Como vemos, uma frase dinâmica, inovadora e merecedora dos maiores encómios, numa manobra sub-reptícia para preparar os leitores para a sua próxima tirada: «Perante uma equipa guerreira, o Benfica vai ter de cumprir promessas antigas quando Jesus e Vieira anunciavam a conquista da Europa depois da consagração nacional».

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