Disse no post anterior que mesmo sem ter visto o jogo e baseando-me apenas no resumo o Benfica teria feito um bom jogo, pecando apenas por ter sofrido dois golos depois de estar a ganhar por 3-0.
Agora, lendo o que escreveu o Record, parece que estava certo, como pode ser confirmado abaixo. O problema é que a defesa não estará a corresponder em pleno, havendo porém a atenuante de ter apenas Luisão da defesa titular da época passada, e mesmo assim nunca jogou os 90 minutos em nenhum dos 3 jogos efectuados.
O Benfica venceu o Sion em Vevay, naquele que foi, sem dúvida, o
teste mais conseguido desta pré-época, com uma exibição bastante
agradável e com vários momentos de enorme qualidade.
Frente
a uma equipa que já começou o campeonato e que, por isso, está com a
preparação mais adiantada, o técnico optou por apresentar um onze mais
rotinado, apenas com três reforços: Lisandro, Bruno Cortez e Djuricic.
E
a verdade é que as águias realizaram uma primeira parte de bom nível,
com consistência e regularidade, algo que tinha faltado nos primeiros
dois jogos. Matic e Enzo Pérez mostraram que jogam quase de olhos
fechados e controlaram praticamente todas as operações no meio-campo.
Conseguiram arquitetar bem o jogo e foram fundamentais nas transições,
dando importantes equilíbrios à equipa.
O
resto ficou a cargo dos homens mais adiantados. Salvio, Lima e Gaitán
estão prontos para a competição a doer e não pararam de criar situações
de perigo para a baliza suíça. Dinamismo, largura, improvisação,
criatividade e muita mobilidade foram os ingredientes usados por este
trio de luxo e só uma superexibição de Deana – até uma grande penalidade
defendeu – impediu o avolumar do resultado. Só Djuricic não conseguiu
entrar no carrossel por falta de intensidade e também porque lhe falta
entender melhor esta função de nove e meio.
A vitória ao
intervalo com o golo de Lima a passe de Salvio ajustou-se perfeitamente,
até porque o Sion pouco perigo criou junto da baliza de Artur,
destacando-se apenas um remate ao poste de Christofi, que aproveitou
algumas fragilidades defensivas ainda evidenciadas pelas águias.
VALEU O BILHETE
No
segundo tempo, Jesus mudou um pouco as peças, mas nem por isso o
conjunto perdeu qualidade, por força das exibições de Sulejmani e
sobretudo de Markovic.
O jovem percorreu todas as posições do
ataque mas foi no miolo que mais rendeu e com uma mobilidade e
repentismo pouco habituais marcou dois golos, o segundo de levantar
qualquer estádio. Amorim e André Gomes mantiveram o miolo sob controlo e
os homens mais adiantados tiveram liberdade para brilhar. O Sion ainda
reduziu, mas a vitória das águias estava escrita.


