Época 2015/16

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Perdeu-se o respeito

Quem diria!
Os azuis acabam de perder em casa com o Estoril por 1-0, golo de penálti.
Quem se atrevia a marcar um penálti no Dragão (e Antas) a menos de 15 minutos do fim e com o jogo empatado até há pouco tempo atrás?
Parabéns Vasco Santos, um árbitro do Porto!

É o vale tudo

Segundo o CM, os azuis ofereceram 7 milhões de euros/ano a Jorge Jesus quando o Benfica estava na frente do campeonato, baixando depois a fasquia para 5. 
Ético!
O Estoril foi pontuar à Luz fazendo um jogão. Constou que houve "mala branca". Verdade ou mentira, o que é certo é que foram buscar dois estorilistas, Licá e Carlos Eduardo.
Na última jornada precisavam de ganhar ao Paços para se sagrarem campeões. Conseguiram, com um passe atrasado estranho (Luís Carlos que já estava contratado pelo Sp. Braga) e um penálti inexistente inaugurar o marcador. Depois do jogo foram buscar um jogador (Josué), ofereceram o Estádio para os pacenses jogarem o play-off da Liga Europa e ao que tudo indica vai levar o treinador Paulo Fonseca. Ético!

Entrevista interessante e ponderada

Não sei qual a inclinação clubística de Marco Silva, técnico do Estoril, mas gostei da entrevista que transcrevo abaixo.

Foi ao empatar em casa com o Estoril que o Benfica deu início a um final de época de pesadelo. Em entrevista ao Maisfutebol, Marco Silva fala dessa visita à Luz, da situação de Jorge Jesus e das mudanças rápidas na vida de um treinador.

Valdano falou recentemente numa obsessão pela tática, em detrimento da técnica, e que isso valoriza o treinador em vez do jogador. Concorda?
Tem a ver com a formação, talvez. Antigamente não havia tantas escolinhas, jogávamos mais na rua, era tudo paixão pela bola e técnica individual. Agora os miúdos começam a falar de tática com 7 ou 8 anos. É bom para começar a perceber as regras, os fundamentos do jogo, mas se calhar é cedo de mais. Falta jogar mais à bola. Mais do que no futebol profissional, é na formação que estamos a perder o brilho que víamos nos olhos dos miúdos. Pensa-se mais na tática, em ganhar. Está a tirar um pouco a magia ao jogador português.

E os treinadores amam mais o resultado do que o jogo, como diz também Valdano?
Todo o treinador quer ganhar. Se conciliar o jogar bem e ganhar, fico satisfeitíssimo. Sabemos que o resultado tem uma importância muito grande, pois infelizmente o treinador que ganha é competente quem não ganha não é. Por isso olha-se mais para o resultado. Daqui a uns anos ninguém se vai lembrar que o Benfica fez uma grande final europeia. Vão lembrar-se apenas que o Chelsea venceu.

É mais um exemplo de que a vida de um treinador muda rapidamente?
Já tivemos outros exemplos, mas é um grande exemplo. Jesus esteve numa final europeia, esteve quase até ao final da época em primeiro, foi à final da Taça e às meias-finais da Taça da Liga. Foi excelente. Podia ter sido uma época de sonho. O Benfica não teve aquela ponta de sorte que, se calhar, tanto trabalhou para ter. Sofreu dois golos decisivos nos descontos. O sucesso e o insucesso estão quase ligados. Neste momento não analisamos a época do Benfica de uma forma geral. Analisamos o que não conseguiu ganhar, quando tudo apontava no sentido de ganhar duas ou três provas. Foi uma equipa avassaladora em determinados momentos, e isso deve estar na memória de toda a gente.

O empate na luz abrilhantou ainda mais a época do Estoril?
Não acho, sinceramente. Abrilhanta o excelente jogo que fizemos. Tirando o FC Porto e o Sp. Braga, ninguém conseguiu exibições daquele nível na Luz. O Benfica terminou o jogo como líder, e ainda com dois pontos de vantagem. Retiramo-nos da questão do título, mas foi bom para nós pela demonstração de qualidade que deixámos.

No final do jogo deixou uma mensagem relativamente à ideia de que o Benfica, depois de ter derrotado o Sporting e o Marítimo, já era campeão. A quem se dirigia? Ao próprio Benfica? À comunicação social?
À equipa do Benfica não. Se alguém nos respeitou, foi o treinador do Benfica. Disse sempre que o jogo era decisivo, que tinha muito respeito pelo Estoril. O próprio presidente do Benfica deu uma entrevista e disse que o jogo mais importante da história do Benfica era o próximo, com o Estoril. Referia-me, de uma forma geral, a tudo o que foi dito. Chegámos a ouvir que, de uma forma ou de outra, nunca iríamos pontuar na Luz. Chegámos a ouvir que ninguém no país acreditava que o Benfica perdesse pontos com o Estoril, e de pessoas ligadas ao futebol. Foi mais por aí. As pessoas do Benfica foram as que mais respeitaram o Estoril.

Isso também serviu de motivação?
Não gostamos de ouvir essas coisas, mas não foi por aí. Disse na altura que os jogadores do Estoril não precisavam de motivações exteriores, não precisavam que alguém os beliscasse. Também tínhamos o objetivo de pontuar. Se não tivéssemos pontuado na Luz se calhar não tínhamos conseguido um feito histórico.

Ainda existem benfiquistas (?) que acreditam nas manobras de diversão

«Zé Mario disse...
Todos os anos o mesmo fado. Todos os anos derrotas, humilhações e gozações dos corruptos. Benfica interessado em Carlos Eduardo quase tudo tratado e blablabla, o Porto chega e compra-o logo. O Benfica é semanas a negociar o Porto num dia faz o negócio. Esta direcção é a mais incompetente que alguma vez passou pelo Benfica. Depois ainda existem Benfiquistas que se admiram de perderem sempre e o Porto ganhar sempre. Eles compram os melhores jogadores. Este ano já vamos em Reyes (este vai dar 30 a 40 milhões ao Porto numa futura transferência) e Carlos Eduardos e ainda o campeonato acabou à meia dúzia de dias...»

Será que este comentador acredita mesmo que o Benfica estava a negociar o Carlos Eduardo?
É a típica notícia lançada pelo empresário ou por algum junta-letras a mando de alguém azul para depois fazer de conta que levaram a melhor sobre o Benfica.
Para que quereríamos um médio ofensivo que só foi titular indiscutível no último terço do campeonato, quando acabamos de contratar um craque, titular da selecção sérvia (Djuricic) e ainda o irmão do Matic que joga na mesma posição, tem excelente técnica e é bastante mais alto. Além de que o nosso Miguel Rosa não fica atrás em nada deste Carlos Eduardo, assim queira Jorge Jesus apostar nele.
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