Época 2015/16

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Coitado do Juca!

«Estava o campeonato a correr de forma tranquila quando o treinador do Benfica, que vive atormentado com o caso Cardozo e a desconfiança dos adeptos, tratou de falar dos árbitros sem que nada o justificasse para lançar a lama sobre o futebol português. Percebe-se o desespero de Jorge Jesus, pois tem um plantel de luxo, dispendioso, não perdeu ninguém e deram-lhe mais uma banda de jogadores para ver se é desta que ganha o campeonato. Apesar disso estava a cinco pontos e como no jogo jogado – como ainda se viu em Guimarães – as coisas não correm bem, lançou suspeitas sobre os árbitros bem ao estilo tuga do nosso futebol. E acabou por ter a compensação.

Em Guimarães ganhou com uma fraca exibição e com um golo que todos querem atribuir a Cardozo, mas que, na verdade, foi na própria baliza. Para além disso, fez o número lamentável no final com a polícia e os adeptos para ver se volta a cair nas boas graças do Estádio da Luz e, como se não bastasse, ainda puseram um árbitro no Estoril que levava a lição bem estudada. Um penálti inventado e um golo em fora-de-jogo. Os jogadores do Estoril sabiam que se caíssem o árbitro marcava falta e o mais evidente foi mesmo quando Fernando voou de cabeça para um grande intervenção do guarda-redes. Mas ainda este não tinha chegado à bola e já a falta estava assinalada. E assim o FC Porto empatou e o Benfica respira de alívio com o seu treinador mais relaxado, pois as coisas melhoraram para o seu lado.

Entretanto, um dirigente da AF Lisboa, que tem declarações no seu passado lamentáveis, tratou de se portar como um “índio” no camarote presidencial e, no final, também arranjou forma de fazer um caso nacional de um comportamento que até foi criticado pelo presidente do Estoril. Com este incidente desviaram-se as atenções das cenas lamentáveis no final do jogo em Guimarães e de uma escandalosa arbitragem no Coimbra da Mota, digna da lama que foi lançada durante a semana. Tudo isto não invalida igualmente dizer que o FC Porto que esteve no Estoril devia ter sido bem diferente. O jogo na Áustria já deixara sinais da evidente má forma de alguns jogadores. A arbitragem não foi boa, mas é justo dizer que o Estoril tudo fez para justificar o empate perante uma equipa que tem de ser muito melhor. Paulo Fonseca sabe disso.» (in Record)

É claro que o campeonato decorria de forma tranquila, os azuis invictos na frente, com ajudas das arbitragens aqui ou ali, tudo estava perfeito!
Onde andava este Juca que não criticou o Vitó das Peras quando na época passada falou em "sujinho" e todo o mundo ligado ao seu clube criticou a arbitragem do Capela no Benfica-Sporting? Distraído certamente!
Porque se esqueceu de referir na sua crónica que o seu clube também foi beneficiado  quando Otamendi não foi expulso (nem amarelo levou) e quando o Licá marcou num lance irregular?
Pois, não lhe convinha!

O hipócrita Júlio Magalhães

O seu clube do coração ganhou nos últimos 30 anos campeonatos a fio com ajudas de árbitros e arbitragens lesivas ao Benfica e não só. No entanto, para ele e outros do mesmo clube, foram sempre vitórias inquestionáveis e sem mácula. Já as vitórias do Benfica nunca são limpas, ora foi o túnel da Luz, ora foram as arbitragens. Enfim, mais um hipócrita!
Como sei que muita gente não tem acesso às crónicas integrais do Record, aqui vos deixo a transcrição.
«No próprio dia do dérbi, no domingo, um jornal desportivo lembrou que o juiz de linha nomeado era o mesmo que não tinha assinalado o fora-de-jogo a Maicon, no jogo com o FC Porto há mais de um ano. Um jogo que, curiosamente, o FC Porto não só ganhou como arrasou o adversário, mas que foi desculpado com um fora-de-jogo milimétrico que ninguém viu, a não ser nas imagens repetidas da televisão e que serviram para mascarar ao longo de todo este tempo a inferioridade do Benfica e, mais do que isso, justificar o título perdido.

Mas não era preciso ir tão longe na memória porque já este ano, não mais do que há três meses, no mesmo Estádio da Luz, o FC Porto voltou a subjugar o Benfica e só uma escandalosa arbitragem que permitiu as mais variadas agressões de jogadores do Benfica e três foras-de-jogo barbaramente assinalados a jogadores azuis e brancos permitiram aos encarnados continuar a respirar. Percebeu-se aí que dificilmente o Benfica ia perder este campeonato.

O jogo com o Sporting foi apenas mais uma confirmação e, mais do que isso, a certeza das forças conjugadas para que o título desta vez fique na Luz, pois seria de mais tanto investimento e tão poucos títulos. Ler os mesmos que lembraram o fora-de-jogo a Maicon nem sequer referirem a forma como João Capela e seus auxiliares dirigiram o jogo com o Sporting, ouvir a forma como foram comentados por alguns os lances evidentes do clássico da Luz, é bem a imagem da falta de coerência e até falta de vergonha de como todos tentam disfarçar o pânico que têm de perder este campeonato.

Nem Jorge Jesus escapou a esse manto ridículo que cobriu todos os que se referiram ao Benfica-Sporting. A preocupação que teve em dizer que a vitória foi limpinha foi a mesmíssima que teve em andar muito tempo a dizer que o FC Porto tinha ganho o campeonato anterior porque o fora-de-jogo a Maicon não foi assinalado.

O técnico do Benfica não quer que os adversários apontem qualquer mácula ao eventual título, mas a verdade é que nos dois jogos mais importantes, com o FC Porto e o Sporting, o Benfica só não perdeu porque jogou com 14. Assim como há três anos foi preciso um singular caso de um túnel para fragilizar o FC Porto e garantir o campeonato a todo o custo, o deste ano vai pelo mesmo caminho. Anteontem, na Luz, o Sporting foi claramente impedido de ganhar. Em janeiro, também na Luz, o FC Porto foi impedido de ganhar. A supremacia do Benfica perante todos os outros adversários esbarrou em ambos os casos no poderio do FC Porto e a forma como Vítor Pereira entrou na Luz para ganhar e na sagacidade e experiência de Jesualdo Ferreira. Valeram ao Benfica em ambos os casos os trios de arbitragem. Coisas do futebol, é certo, mas para quem anda há mais de um ano a lembrar um difícil fora-de-jogo de Maicon, calarem-se e ainda elogiarem árbitros por erros ainda mais grosseiros para justificarem as vitórias é demasiado pobre.

Não é por acaso que no domingo já se viam tarjas gigantes clamando Benfica Campeões. Não é difícil adivinhar o futuro quando o rio corre de tal maneira para o mar. E o Benfica nem sequer precisava de mascarar o bom futebol que tem apresentado com estas ajudas extras que lhe retiram brilho.»

Sobre Jorge Jesus e não só

Para uns é um treinador perdedor, casmurro, fanfarrão, etc.
Para outros, nos quais me incluo, é um grande treinador.
Não é fácil ganhar títulos em Portugal, mesmo tendo melhores plantéis, porque é preciso jogar o dobro para conseguir competir com um dos adversários e às vezes ainda com as equipas de arbitragem.
Tenho lido diversas opiniões sobre Jesus e o seu trabalho e vejo que hoje em dia quase todos reconhecem o grande trabalho que vem fazendo no Benfica e especialmente esta época em que soube gerir o bom plantel (para muitos eram alas a mais, defesas laterais e trincos a menos) que tem.
E apesar da grande quebra da equipa em Fev./Março das duas últimas épocas, a desconfiança parece ter sido vencida, embora muitos adeptos continuem de pé atrás face às más experiências.
Tal como diz um colunista (transcrição abaixo), eu acho que os portistas estão deveras preocupados, ainda ontem li inúmeros comentários num blog azul que visitei devido a um post na blogosfera benfiquista, com o actual Benfica. E as últimas exibições deles deixaram bem à vista a falta de soluções para substituir alguns jogadores.
«... A rotação de jogadores, ao contrário da época anterior, não desequilibrou a equipa e manteve elevados os índices competitivos, tendo o técnico encarnado o mérito de integrar elementos menos experientes em onzes mais batidos, possibilitando a evolução dos mesmos sem choque.
... 
Curiosamente, todo este sucesso parece fazer mais efeito nos adversários do que no seio do próprio clube. Pois, nesta altura, é bem provável haver mais portistas a não acreditar na possibilidade de voltarem a ser campeões do que benfiquistas já com a certeza de o serem.» (Luís Milhano-Record)

A confirmar o que este jornalista disse, outro (o azulíssimo Júlio Magalhães) no mesmo jornal diz:
«Não está a correr bem a época para o FC Porto. Indiscutível realidade. O que é certo, também, é que não se pode ganhar sempre. Um clube como o FC Porto, que habituou os seus adeptos a ganhar sempre, tem dificuldade em conviver com estes momentos. O campeonato não está perdido mas está de facto mais difícil.
Com todo o realismo, se a situação fosse inversa dificilmente qualquer adepto do FC Porto acreditaria que os dragões perdessem o campeonato. Neste momento, entre os dragões poucos serão os que acreditam que ainda é possível vencer este campeonato...»
Curiosamente há uma semana dizia isto:
«Ultrapassar o Málaga e chegar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões será apenas mais um feito histórico do FC Porto e um contributo único para o futebol português. Por muito que a maioria não goste, por muito que ao longo destes anos se dimensione muito mais os feitos internos na Taça da Liga do que a extraordinária participação do FC Porto na Champions, só comparada à do Manchester United, a verdade é que o número de clubes portugueses que nas últimas décadas têm a possibilidade de entrar na roda europeia fica a dever-se à forma como os dragões assiduamente têm representado as cores nacionais nas mais diversas competições.
...
Seja como for, e por muito que sofram com os êxitos do FC Porto, a verdade é que amanhã, quando entrar no estádio do Málaga, o FC Porto transporta mais uma vez a responsabilidade de andar com o futebol português e os restantes clubes às costas.
As melhores equipas da Europa estão nesta altura da época a jogar a mais importante competição europeia de clubes, e olhando para o mapa do Velho Continente, como tem acontecido quase sempre, lá está o alfinete do representante português assinalado na cidade do Porto.
A equipa de Vítor Pereira entra amanhã no La Rosaleda, de Málaga, com um precioso golo de vantagem, mas, mais importante que isso, com a sua larguíssima experiência nesta competição. É sobretudo disso que os jogadores e adeptos do Málaga têm medo. Do invejável currículo do FC Porto na Champions que, aliado à qualidade da equipa, fazem os malaguenhos pensar que este é um jogo histórico para o seu clube...»
Tanta cagança!

Porto muito melhor em quê?

Ele há cada imbecil.
Está em igualdade pontual com o Benfica no campeonato, está fora da Taça de Portugal e só na Liga dos Campeões fez melhor, ainda assim num Grupo mais acessível onde apanha a equipa mais fraca da prova (Dínamo Zagreb) e uma ao nível do Celtic e Spartak (Dínamo Kiev).
Apesar destes factos, um portista conhecido diz isto:
«... E, para já, o Porto demonstra que é a melhor equipa da prova e do futebol português, mantendo um registo único na Liga dos Campeões. Por muito que custe a muitos, o Porto continua distanciado e muito à frente da concorrência». (Júlio Magalhães, in Record)
Nem sequer pode falar pelo nível das exibições porque a "sua" equipa tem tido altos e baixos ao longo da época.

Alguém me explica?

Como é que o Porto Canal foi parar às mãos do FCP? E por quantos euros?
Será um caso semelhante ao do Centro de Treinos do Olival?
É que o director deste canal, na sua habitual crónica semanal no Record, diz que é um canal do FCP.

Leiam na íntegra:
Não vão levar a mal que aproveite este espaço para vos falar do Porto Canal. O dia de ontem marcou o arranque do primeiro projeto do género em Portugal e provavelmente no Mundo.

O Porto Canal, propriedade do FC Porto, apresenta-se com um projeto do Porto e do Norte para todo o país. Informação, entretenimento, cultura, desporto e FC Porto. Não é um canal de clube, mas um canal com clube.

Aproveitar a marca FC Porto que hoje ultrapassa todas as fronteiras nacionais e europeias, para comunicar a cidade e o Porto e o Norte para todo o país, Europa e África vai ser um desígnio que ontem deu o primeiro passo.

Sem sectarismo, com elevação, projetando marca pela positiva, a favor de e não contra alguém, trazendo novos debates, novos formadores de opinião, novas ideias, um canal generalista no cabo, com programas de cultura, ciência e história em “prime time”, de tudo um pouco queremos fazer neste novo projeto. O único canal que é feito fora do grande centro que é Lisboa, que é do FC Porto mas alarga a sua programação a todos as áreas, a todas as idades e a todas as classes.

Ao longo dos próximos tempos o telespectador terá a oportunidade de perceber que este é muito mais que um canal de televisão. Será igualmente a voz e a imagem de um Norte que adormeceu nos últimos anos, cujas instituições se renderam ao enorme esforço de centralismo que foi feito pelos sucessivos governos. Mostrar que há massa critica em todo o país, projetos nos quais vale a pena apostar, empreendedorismo que muitas vezes esquecido dá por vezes ideia de uma inércia que não é verdadeira, protagonismo a quem merce de facto, protagonistas que raramente têm possibilidade de se mostrar, uma outra visão do país de gente que também sabe o que quer e que pode contribuir para que Portugal não seja a imagem da crise e da catástrofe, eis o que vai ser o Porto Canal.

Com a marca FC Porto que conquistou o país, a Europa e depois o Mundo como motivação extra para erguermos um projeto televisivo diferente e com conteúdo. Projeto que um dia pode ser mimetizado por outras regiões do país com novas formas de Comunicação que possam fazer deste um país mais vivido, menos desertificado e mais abrangente.

O país, tal como o campeonato de futebol será tanto mais forte se houver mais equipas em jogo, mais competentes, mais poderosas. A concentração nunca foi motivo de desenvolvimento do que quer que seja. Bem pelo contrário.
Serve este último parágrafo para pedir desculpa aos leitores do Record por aproveitar este espaço para falar de um projeto, o Porto Canal no qual estou envolvido. Mas o país precisa de conhecer que para lá do Tejo há empreendedorismo, visão e capacidade critica.
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