Época 2015/16

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Dualidade de critérios da imprensa e da justiça

A 23 de Maio de 2011 Filomena Pinto da Costa (ex-mulher do presidente portista) disse o seguinte ao Correio da Manhã: «Tenho pena que os abutres que se têm vindo a aproveitar do meu clube, ao longo destes anos todos, irão continuar a encher os bolsos, com a venda dos passes dos jogadores, que agora valem muito mais. A todos conheço, um por um, há quase trinta anos! Como chegaram, como enriqueceram, e acreditem não é com trabalho árduo, infelizmente». Também foi apresentada uma queixa na Procuradoria-geral da República contra Pinto da Costa relativo ao alegado jantar com o árbitro do Porto - Villarreal.

As declarações de Filomena e a queixa na Procuradoria são gravíssimas mas ninguém quer saber. Nos jornais continua-se a especular sobre o Benfica, mais concretamente sobre o prémio de Jesus por vencer o campeonato e as transferência de Roberto e Júlio César, notícias essas lançadas muito provavelmente com o intuito branquear as situações anteriores. Luís Filipe Vieira foi à TVI esclarecer tudo apresentando documentos (isto de desmentir mentiras com factos devia ser proibido). O Benfica pagou directamente ao Belenenses 900 mil euros por Júlio César. Pagou 8,5 milhões de euros por Roberto directamente ao Atlético. E Jesus recebeu 573 mil euros por vencer o campeonato directamente do Benfica. Luís Filipe Vieira desafiou ainda a Polícia Judiciária a investigar todas as transferências de Porto e Benfica nos últimos 10 anos. Disse ainda que alguns dirigentes desportivos tem enriquecido sem se saber como, ao contrário dele que nunca recebeu qualquer verba do clube, seja vencimento ou comissões.

Recorde-se que ainda recentemente o FC Porto comprou mais uma fatia do passe de Hulk (40%) por 13,5 milhões ao Rentistas da 2ª divisão do Uruguai. Vendeu também recentemente 37,5% do passe de João Moutinho por 4.1 milhões de euros à Mamers B.V, vendeu 35% do passe de James Rodriguez por 2.5 milhões de euros à Gol Football Luxembourg e 25% do passe de Walter por 2.1 milhões de euros à Pearl Design Holding Ltd. Relativamente ao Kléber recorde-se que apesar do Marítimo e Sporting oferecerem tanto ou mais do que o FC Porto pelo jogador, o Atlético Mineiro veio a público referir que a proposta dos azuis-e-brancos era muito mais vantajosa. Acerca desse caso o presidente do Marítimo questionou-se se haveria algum "saco azul".
(In Futebol Live

Artigo para reflexão dos verdadeiros desportistas!

Quando a justiça e a injustiça se confundem

A justiça deste país, a justiça civil ou a justiça do futebol, tem sido tão injusta que, quando ela se lembra de praticar a justiça, todos dizem que praticou … injustiça. E, talvez não curiosamente, quem mais enche a boca de injustiça quando a justiça pratica a justiça são os que, planetas ou satélites, beneficiaram da justiça na sua prática de injustiça.
Todo o mundo teve agora oportunidade de ouvir as escutas do apito dourado. Ficou a saber quem era o chefe supremo dos cordelinhos da manigância, tirou as suas conclusões e praticou a sua justiça, a justiça do povo quase sempre mais justiça do que a justiça da justiça.
Os conversadores não negam as suas conversas, clamam à justiça que não é justo ouvir de sua justiça.

O mundo inteiro também viu as bárbaras agressões perpetradas pelos jogadores do Braga, à luz do dia e das câmaras televisivas que não quiseram esconder os factos, uma vez que há sempre algumas que só por conveniência fazem ou não fazem a sua justiça a tais factos.
Vandinho agrediu o treinador adjunto do Benfica, Cardoso tentou proteger, foi covardemente agredido.
No fim, a justiça faz a sua justiça na vítima, vítima dos agressores e da justiça do árbitro, uma justiça esta que o mundo não viu e sobre a qual não pode aplicar a justiça. Ou aplicou a justiça de que o árbitro aplicou a justiça que não foi justiça e deixou de aplicar a justiça que era justiça.
Domingos, excepção do povo, também pratica a sua justiça, considerando que a justiça que, finalmente, praticou justiça não praticou justiça para com aqueles que praticaram a sua justiça, à vista de todo o mundo, no físico dos até aqui injustiçados com a justiça e a quem agora se fez justiça quando, enfim, se praticou justiça.
Mas Domingos diz de sua justiça o que todos nós sabemos, que nasceu e cresceu no futebol! E nasceu e cresceu no futebol que encomendava e mandava na justiça. Na justiça que não praticava justiça ou que praticava a sua justiça que não era justiça.
Domingos diz que a sua equipa está preparada até para ser pontapeada no chão. Não sei se, sendo-o, Domingos quer justiça que pratique justiça. Mas o que sei e todo o mundo também sabe de justiça é que a sua equipa está preparada para fazer justiça com os punhos e as patas, uma justiça que pode ser a sua justiça mas não é justiça. 
Carlos Freitas é outra excepção que quer que a justiça pratique a sua justiça e não a justiça que pratica a justiça. Freitas diz que não há justiça no momento em que a justiça pratica a justiça. É que Freitas também entende que a justiça pode ser a justiça da fraude à justiça. Se a justiça que pratica a justiça tivesse praticado a justiça mais cedo, então o Braga poderia, com a sua justiça, defraudar os efeitos que a justiça que praticou a justiça pretendia alcançar.
Freitas com a sua justiça de fraude à justiça poderia contratar outros jogadores e assim se faria justiça fugindo à justiça.
A justiça de Freitas apela à justiça das imagens para dizer de sua justiça que não há imagens, relatórios arbitrais ou policiais que possam levar a justiça a praticar justiça.
Freitas não faz justiça à justiça das imagens televisivas. Acresce que a sua justiça sobre o relatório dos árbitros ou dos polícias é uma justiça que faz justiça ao virar de costas à justiça por parte do árbitro assistente e do polícia que, assim, também fazem a sua justiça que não é justiça.
Mas como as imagens das câmaras televisivas “disponíveis” fazem a devida justiça a esta justiça de árbitros e polícias, a justiça pode fazer justiça, conquanto não a justiça de Freitas.

Manuel Tavares, director de “o jogo”, é mais uma personagem acostumada à justiça da sua justiça. E é engraçado ler a sua escrita sobre a justiça da subserviência clubista. A sua justiça é a de que o seu confrade de “a bola” não pratica justiça nos comentários aos factos revelados pelas imagens do sistema de videovigilância porque esta justiça é a justiça da subserviência, enquanto que a justiça de Tavares é a justiça clubisticamente “independente”, embora seja a justiça de quem em tempos idos mandava na justiça que não praticava a justiça.
Manuel Tavares é um amásio da justiça, tanto que não é justiça a justiça que Gomes queria nas contas da justiça do “papa”. Justiça é a de Angelino que, estando de fora da justiça das contas, faz justiça à justiça do “papa” que, até agora, a justiça do futebol só praticou justiça, e pouca justiça, quando, com justiça, achou que era de justiça condenar o papa pela justiça que este tinha feito ao futebol com a sua justiça.
É que, para Manuel Tavares, só a justiça que tem sido a justiça do presidencialismo dá sucesso ao sucesso da justiça das manigâncias do sucesso que não é devido à justiça que pratica justiça.

Bruno Alves também resolveu praticar a sua justiça. Mas inovou. Sem adversários por perto, frustrado talvez por não ter feito de sua justiça no túnel da Luz, fez justiça nas ventas de Tomás Costa.
Não se sabe se o professor resolveu praticar justiça porque é de justiça afirmar que ele não pratica justiça nos seus pupilos, antes permite que estes pratiquem livremente a sua justiça. Um professor que clama contra a justiça que pratica justiça e é um liberal com a justiça da justiça dos seus pupilos.

Todos estes justiceiros da justiça que não pratica a justiça estão de tal modo atolados na justiça das manigâncias e batotices desportivas sobre a justiça, a justiça da justiça e a justiça da justiça da verdade dos resultados desportivos, que não enxergam o quão enlameados estão com a sua justiça que tudo o que não seja a justiça da sua justiça não é justiça, mesmo que a justiça que é e deve ser justiça tenha, enfim, praticado justiça.
Esperamos agora que a justiça possa, ainda aqui, praticar a justiça nestes papagaios da justiça!

Agradeço a cedência deste post pelo seu autor, o amigo GIL VICENTE, do blog CORAÇÃO ENCARNADO.

O sol quando nasce é para todos

A justiça portuguesa caiu em descrédito!
Casos como o célebre "apito dourado" em que houve condenações, depois absolvições por terem sido consideradas ilegais as "escutas telefónicas", foi o começo do fim do crédito.
Num artigo da imprensa de hoje, os advogados de defesa de 4 arguidos da claque benfiquista (não oficializada) "No Name Boys", requereu nulidade de prova por escutas ilegais!
Nem mais, abrem-se precedentes e depois todos somos filhos de Deus, não pode haver distinções.
Mais uma machadada na justiça.
Sem mais comentários!

Acordão do CJ sobre o Sporting-Benfica (júniores)

O CJ (Conselho de Justiça) da FPF num acordão de 10 páginas, "bate" nas forças policiais por não entender porque um contingente superior ao normal não conseguiu controlar tão poucos adeptos. Por outro lado a FPF também é atingida porque não mandou repetir o jogo.
Depois de repetições e mais repetições dos factos, termina assim:
Em face do quanto se expendeu, cumpre decidir:

1. Julga-se parcialmente procedente o recurso interposto pela (clube/SAD a), absolvendo-se da infracção disciplinar imputada, mas convola-se, com base nos factos provados, para a autoria da infracção prevista e punida pelo artigo 156.º do RD (comportamento incorrecto do público), condenando-se a mesma por tal infracção na multa de 500 euros,

2. Julga-se improcedente o recurso interposto pela (clube/SAD b), mantendo-se a decisão recorrida, devendo a realização de jogos à porta fechada ser cumprida imediata e consecutivamente.

3. Custas pelos recorrentes.
Ou seja, o Sporting  que é o Clube/SAD a) conseguiu uma abreviação da pena, enquanto o Benfica que é o Clube/SAD b) viu o recurso improcedente, mas a pena de realizar jogos à porta fechada será cumprida de imediato e não apenas os que disputaria com o Sporting.
Conclusão final: Não se sabe ainda quem é oficialmente o campeão.
As confusões do futebol à portuguesa!
Tem a palavra a FPF.
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