Época 2015/16

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Beijar na boca entrou na moda!

Cá entre nós, dois homens que se beijam são “gays”, independentemente das circunstâncias em que isso aconteça. Mas na Europa e América virou moda comemorar os golos com um beijo na boca como se de um homem e uma mulher se tratasse. É estranho, não é? Mas teremos que conviver com este novo fenómeno de festejar os tentos no futebol mundial.

São vários os jogadores, dos mais famosos do mundo, que já se beijaram em pleno estádio, repleto de espectadores. Maradona, um dos melhores jogadores do mundo, senão mesmo o melhor, e Cannigia, encenaram um beijo cinematográfico ao festejarem um golo do Boca Juniors na goleada (4-1) sobre o River Plate, em 1996, baptizando o gesto por “Beijo da Alma”. Depois sucederam-se tantos outros.

É um pouco estranho mas é verdade, pois as imagens que hoje exibimos são verídicas e não nos deixam mentir. No último fim-de-semana dois jogadores do Manchester United não encontraram outra forma de festejar o único golo frente ao Manchester City senão beijarem-se. Paul Scholes ganhou um beijo na boca de Gary Neville.

Das pesquisas efectuadas na Internet descobrimos que há tantos outros beijos de arrepiar entre homens. Senão vejamos: Blanc beijou a careca de Barthez. E virou símbolo de sorte, sendo repetido após cada vitória da França no Mundial de 98. Quatro anos depois, Ronaldo, Rivaldo e até Scolari beijaram a careca de Roberto Carlos na Copa de 2002.

A lista de beijos em campo é extensa. Um dos “reincidentes” é Beckham, que já parabenizou dessa forma companheiros da selecção inglesa como Ferdinand e Owen. Mas o craque inglês não foi tão ousado quanto Maradona. E limitou-se a cumprimentos na face dos colegas.

No Brasil, por exemplo, relatam-se tantos beijos entre futebolistas. Marcelinho Carioca é apontado como tendo esse hábito antes dos jogos e em comemorações de golos. E chegou a trocar beijos com o guarda-redes Kléber antes dum Palmeiras-Corinthians.

Bebeto, além do famoso “eu te amo” para Romário na comemoração do golo sobre os Estados Unidos, nos oitavos-de-final da Copa de 94, também beijou Ronaldo.

Entretanto, o mais recente a entrar na lista foi o “rubro-negro” Williams, que deu um no vascaíno Phillipe Coutinho após cometer falta no adversário durante o “Clássico dos Milhões” da Taça Rio. “Eu não esperava. Mas foi um beijo carinhoso para mostrar a paz no futebol”, disse Coutinho.

Porém, o posto de beijo mais marcante do futebol do Rio de Janeiro – provavelmente do Brasil – permanece com o aplicado pelo guarda-redes Cléberson (Cabofriense) no árbitro Ubiraci Damásio, na segunda parte da final da Taça Rio de Janeiro de 2007, contra o Botafogo. Damásio, aparentemente, não gostou muito da atitude do jogador e mostrou-lhe o cartão amarelo, dizendo que beijo não era permitido. “Não pode beijar? Que loucura”, respondeu, surpreso, Cléberson.

Apesar de alguns defenderem que os jogadores devem libertar-se dos preconceitos, cá entre nós, moçambicanos, beijar noutro homem é de “mariquice” e só espero que a moda não pegue no Moçambola, porque a paixão do beijo pode transcender as quatro linhas. Aliás, há ainda aqueles, como eu, que defendem que o beijo em público é considerado falta de educação. Mesmo entre homem e mulher.

Portanto são atitudes condenáveis que devem ser desencorajadas. Que tudo termine lá pelas Europas, Américas e Ásia.
(Por Gil Carvalho, Notícias de Moçambique)

Eheheheh, eu assino por baixo!
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