O treinador do FC Porto após o jogo de ontem à noite disse, "foi um grito de revolta contra as injustiças da época passada".
Pergunto, grito de revolta porquê? Que injustiças?
Os portistas em geral, para justificar o injustificável, em vez de reconherem, como eu reconheço que ontem mereceram ganhar, vêm insistindo e batendo sempre na mesma tecla, a da injustiça do castigo imposto a Hulk, já nem falo no romeno.
Acho engraçado, sinceramente. O jogador agride uma pessoa que está num local para fazer cumprir ordens e depois ainda se arma em vítima e o clube em vez de o punir, quer que ele seja uma vítima em vez de réu? Só mesmo em Portugal porque noutros lados viu-se o que aconteceu, na Alemanha por exemplo, com um jogador a ser punido e multado por atirar uma garrafa plástica de água a um espectador. Em Portugal, o clube do agressor, se calhar, iria dizer que o espectador insultou o atleta. Ou seja arranjar uma desculpa para o acto errado.
Confesso que essa vitimização já chateia! E então, se se acham vítimas, o que acharão os outros clubes das manobras praticadas durante anos e denunciadas no processo apito dourado através das escutas que todos pudemos ouvir. Não valem? Podem não valer para a justiça desportiva e civil, mas não podem ser escamoteadas por mais que o queiram.
E no próximo fim de semana começa o campeonato que desejo limpo e transparente como água.





