Já vão sendo habituais os apedrejamentos ao autocarro do Benfica sempre que se desloca ao Porto para jogar com o FC Porto.
Se é verdade que a violência não é exclusivamente dos adeptos portistas, a verdade é que já são vezes demais e o pior, consecutivas.
Quando anteontem li que não tinha acontecido nada à chegada ao Porto fiquei feliz, mas na expectativa de ver se aconteceria à chegada ao estádio do Dragão. Também não. Pensei, parece que as coisas acalmaram, talvez fruto do fair-play entre os dois técnicos que em vez de incendiarem os ânimos, resolveram fazer as pazes e prometeram que se cumprimentariam no estádio. Assim aconteceu. No início e no fim da partida.
Afinal, a surpresa estava reservada para a volta. Alguns adeptos com mau perder não resistiram em voltar a fazer jus ao epíteto de os mais arruaceiros do futebol português. O que é de lamentar, mas não de admirar face à postura do presidente do seu clube que apesar dos sucessivos apedrejamentos, longe ou perto do estádio, das bolas de golfe, das agressões a adeptos/as benfiquistas, nunca teve uma palavra de censura. E lá diz o ditado, quem cala consente!
Infelizmente, a mesma imprensa que entrou em histeria com os empurrões entre Jorge Jesus e Luís Alberto, exigindo abertura de inquéritos e punições, nunca teve uma palavra de repúdio ou de crítica a estes incidentes, limitando-se a informar as ocorrências e ponto final.