Época 2015/16

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Hélder fará melhor que Norton?

Hélder Cristóvão foi oficializado como treinador da equipa B.
É benfiquista, diz-se preparado para o desafio, mas não tem muita experiência enquanto treinador. Será que tem condições para ser uma boa surpresa, a exemplo doutros jovens treinadores sem currículo?
Norton de Matos parecia ser um técnico demasiado passivo no banco, mesmo assim e com os condicionalismos que teve de enfrentar durante a época conseguiu um honroso 7º lugar na Liga de Honra.
O Hélder fará melhor? Oxalá que sim!

"Cancelo é dos futebolistas com mais talento que já vi"

Quem o diz é Luís Norton de Matos, ex-treinador da equipa B do Benfica.
Leia o que ele disse numa extensa entrevista ao Record.

Norton de Matos deixa elogios ao jovem lateral que por estes dias defende as cores portuguesas no Mundial de Sub-20 da Turquia, admitindo que este "tem tudo para poder integrar o plantel A e jogar"...

R – Agora com esse trabalho exaustivo feito, a equipa B passa a ser entregue a Hélder Cristóvão...

NM – Tenho mágoa, mas de não ter conseguido resolver a situação, que dependia mais de mim. Sou uma pessoa de projetos, o Étoile Lusitana mostra isso. NoBenfica existe um projeto de raiz e tenho pena porque houve muito trabalho e gostava que existisse continuidade. O Benfica , ao escolher o Hélder foi, certamente, por ter confiança nele, por ser uma pessoa da casa. Não me faz confusão nenhuma, e sei que o trabalho do último ano vai beneficiar aquilo que será feito no próximo. A mágoa é porque sei exatamente o que queria. Por exemplo, o Victor Lindelöf é estrangeiro, foi uma grande surpresa e é o estilo de jogador que gosto. Gostava de ver o patamar seguinte dele. Outro... o Cancelo. É dos futebolistas com mais talento que já vi na minha vida.

R – Ao ponto de chegar à equipa principal?

NM – Penso que sim. O João tem de evoluir. Se a qualidade existe, o jogador tem de ser atirado às feras, como acontece em outras equipas, como o Arsenal e o Real Madrid. Claro que vai ter um jogo ou outro menos bom, mas é isso que lhe vai dar experiência. O João Cancelo, no meu entender, tem tudo para poder integrar o plantel A e jogar. O que se faz na equipa B deve ser feito, aos poucos e em determinados jogos, na equipa principal. Vejo o Cancelo e o Bruno Varela com potencial. O guarda-redes, é certo, trata-se de um posto mais difícil, mas quando cheguei ao Standard Liège o que lá estava tinha 19 anos e também deu uns franguitos, mas depois foi o melhor do Mundo: o Preud’Homme. E depois há o Guzzo, o Gonçalo Guedes e outros que têm que chegar lá acima e o Benfica tem de saber que só vale a pena ter formação se eles chegarem lá. É fácil? Quando se olha para a equipa do Benfica deste último ano e se vê o poderio em termos de médios e atacantes, é claro que é muito difícil, por exemplo, um Ivan Cavaleiro ou um Miguel Rosa entrarem nesta equipa, que tem uma qualidade altíssima.

R – Talvez fosse mais fácil a aposta na parte defensiva...

NM – Sim, mas aí o Cancelo, o Fábio Cardoso e o Varela são jogadores novos e que serão mais facilmente responsabilizados num processo defensivo do que um médio ou um atacante. Não tínhamos essa experiência na equipa B.

R – Sente que o trabalho de desgaste, de escolha, seleção, foi feito por si?

NM – Tinha de ser feito, até para analisar os jogadores. Vi várias vezes o Gonçalo Guedes, o Diogo Gonçalves, o Ruben Dias, jogadores com muito tempo pela frente, mas que têm de entrar. A equipa B deve ter jogadores de 16, 17, 18 anos a jogar.

R – Mas o Benfica teve também uma grande quantidade de estrangeiros...

NM – Tive quatro anos fora e quando cheguei a Portugal estava um pouco desfasado e sem termos de comparação em relação à 2.ª Liga e aos jogadores. Hoje estou perfeitamente identificado e é um dos motivos pelo qual me custa sair. O Benfica, posso dizer, tem uma qualidade muitíssimo boa de jogadores, também por isso fomos campeões nacionais de juvenis e juniores. E no esboço de plantel que temos idealizado para o ano está o João Nunes, o Guzzo e o Rebocho, que ainda são juniores, o Gonçalo Guedes, Diogo Gonçalves e o Ruben, que ainda são juniores de primeiro ano, e temos um jogador que, para mim, é para entrar de caras na equipa principal do Benfica mais tarde, se a evolução dele for compatível, que é o Renato Sanches. Estes jogadores, se houver coerência num projeto, têm de aumentar o número de utilizações na época seguinte. Quem vier de fora tem de ser muito melhor dos que os que já estão no clube. Uma coisa é comprar um Gaitán, um Enzo Pérez, ou um Matic, que já têm valor e, aí, é tudo uma questão de ter ou não dinheiro, a qualidade está lá. A outra questão é quando se investe em miúdos de 17/18 anos, de países e culturas diferentes, e é preciso ver se são melhores dos que os que já estão no clube. E o facto de virem de fora ou o fator financeiro não podem determinar que esses mesmos jogadores se imponham. Essa imparcialidade tive e terei sempre.

A melhor explicação sobre o não aproveitamento de Miguel Rosa

Segundo Norton de Matos que treinou o Miguel Rosa na última época, «O Benfica é uma equipa de grande intensidade defensiva, vive muito desses processos e se, por exemplo, pedirmos ao Miguel para ir atrás do lateral do Barcelona, ele não vai, pois não tem velocidade para isso», considera. Além disso, há muitos craques do meio-campo para a frente: «Com Ola John, Salvio e Gaitán para extremos; com Aimar e Rodrigo para jogarem no meio, é natural ele não ter espaço no plantel.»
Sem conhecer tão bem o Miguel como o Norton de Matos, considero correctas as considerações feitas por ele e que justificam o não aproveitamento do jogador por parte de Jorge Jesus.

Suspense!

Há um suspense no mundo do futebol (não apenas benfiquista) à espera que Luís Filipe Vieira fale.
A confirmarem-se as notícias da imprensa online desta noite (madrugada em Portugal), o futuro de Jesus no Benfica está em risco mesmo contra a vontade do presidente.
Já o referi no post anterior, não sou contra a continuidade de Jesus, mas sob determinados pressupostos que não sei se estão reunidos para que tal aconteça.
Um jornal avança mesmo para mudanças na estrutura do futebol o que vem confirmar tudo o que tem sido referido na maioria dos blogues benfiquistas.
Outro avança também com a notícia da não continuidade de Norton de Matos no comando da equipa B. Se tal acontecer não será nenhuma surpresa pois pareceu-me um treinador muito passivo e pouco ambicioso durante a época. Faz mais sentido ter um treinador jovem ligado à formação já que a equipa B é uma extensão da mesma.
Carraça é outro que está na corda bamba. De facto, não faz sentido estar a pagar um ordenado chorudo a uma pessoa que não faz mais (pelo menos que se veja ou saiba) do que fazia o Shéu.
Na eventualidade da não continuidade de Jesus já são apontados os nomes de Paulo Fonseca e Rui Vitória, por sinal ao que sei dois benfiquistas.
Paulo Fonseca talvez não tenha ainda a experiência necessária para treinar um clube da dimensão do Benfica. 
Já Rui Vitória poderá ser uma boa opção se for o escolhido.
Mas, não ficaria surpreendido se o técnico viesse do estrangeiro e se chamasse Jupp Heynckes.
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