Época 2015/16

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Toma lá Paulo!

Disse há dias o artista que treina actualmente os azuis do Porto que "é muito fácil dizer mal do Porto". Pois é, hoje teve a resposta por parte dum dos que diz mal da sua equipa.

«Paulo Fonseca tem toda a razão quando diz que “neste momento é muito fácil dizer mal” do FC Porto. O que este treinador não diz, mas nós acrescentamos, é que é fácil dizer mal da sua equipa, porque ela não se tem apresentado como tal. Se, num simples jogo de futebol, os critérios de análise são quase sempre subjetivos, ou o que para uns é bom para outros nem tanto, o mesmo já não se aplica quando se é confrontado com a frieza dos números. E esses indiciam que o campeão nacional tem estado uma sombra do que vale, sobretudo nos jogos fora do Dragão, como será o caso de hoje, em Barcelos, com o Gil Vicente.

Ora, o FC Porto tem escorregado bastante nesta Liga nos jogos longe de casa, em que o seu registo é preocupante, como os números o demonstram: em nove jogos, apenas conseguiu quatro vitórias, contabilizando ainda três derrotas e dois empates. Se preferirem, já tem mais derrotas e empates do que vitórias nessa situação de visitante, o que é mau para quem tem como ambição chegar ao tetra; a situação agrava-se quando se constata que o Benfica tem uma vantagem de quatro pontos e não manifesta qualquer sinal de quebra. É neste contexto, desfavorável, que o campeão nacional joga hoje com o Gil Vicente, simplesmente o clube que teve o atrevimento de impor a única derrota ao FC Porto em 60 jogos na Liga, nos dois anos de Vítor Pereira. Nova preocupação? Sim, embora a maior delas tenha a ver com a incapacidade – há quem lhe chame falta de atitude – manifestada pelos dragões, sempre que entram em campo sem o conforto de atuar no seu reduto.

O que se verifica é que ao campeão português vem faltando por vezes o seu selo mais característico – a atitude que chegava e sobrava para ganhar jogos quando as coisas corriam mal. E essa falta de atitude entronca num problema mais sério e que se prende com o facto de o FC Porto ainda não funcionar como equipa, o que muito se estranha, e ainda para mais quando o campeonato já vai longo. Uma boa parte do facto de o FC Porto estar aquém do que se lhe exige tem a ver com as repentinas mudanças operadas por Fonseca que, surpreendentemente, troca de nomes no seu onze como quem troca de camisa, o que contribui para a falta de quase tudo. É o carrossel do meio-campo que não pára de dar voltas – 15 combinações diferentes já foram testadas, o que é obra – e uma defesa em que no seu eixo central só Mangala tem lugar privativo. Assim torna-se mesmo difícil, pois ninguém consegue resistir a tanta mudança.

É nestas circunstâncias, perigosas, que os dragões defrontam hoje o Gil Vicente, com um onze que naturalmente será diferente do anterior, porque isso está no sangue de Fonseca – é provável que Maicon recupere a titularidade –, mas que tem de ter a força de vontade suficiente para assegurar os três pontos, sob pena de se despedir bem cedo do título. Muitas adversidades, com a agravante de o Gil Vicente ter uma equipa bem definida, e mais ainda quando joga em Barcelos. Só um “Porto à Porto” poderá ser feliz. Conseguirá o que não conseguiu até aqui?!»

Incoerentes e parvalhões

Ontem, o "papa" PdC queixou-se e insurgiu-se contra a arbitragem de Artur Soares Dias no clássico de domingo.
Hoje, o treinador, qual pau mandado, assina por baixo.
Afinal, quem tem mais motivos de queixa da arbitragem de Soares Dias?
Quanto às faltas e aos amarelos, os azuis foram claramente beneficiados.
Quanto aos penáltis, ao Benfica foi-lhe negado um escandaloso e eles apenas podem ter alguma razão de queixa, ainda assim com muitas dúvidas, no lance em que Garay empurra Quaresma.
São os maus hábitos que os tornam queixinhas.
Em suma, incoerentes e parvalhões!

Como eles mudam naquela casa

Paulo Fonseca, até aqui um homem/treinador equilibrado, simpático até, bastou-lhe empatar um jogo e ter havido um erro de arbitragem para lhe estalar o verniz, atacando inclusivé Jorge Jesus que na antevisão ao jogo com o V. Guimarães tinha afirmado que os azuis e os verdes tinham sido beneficiados pelas arbitragens nas primeiras jornadas do campeonato.
Em contraponto com as declarações de Leonardo Jardim, a quem tiro o chapéu, que disse que seria uma hipocrisia falar de arbitragem.
É verdade, os azuis e os verdes foram prejudicados este fim de semana, um viu um livre perigoso ser transformado em penálti e o outro viu um penálti não ser marcado, mas também o Benfica foi prejudicado, a diferença é que desta vez venceu, ao contrário doutros jogos em que foi prejudicado e perdeu pontos, Marítimo e Sporting.
Voltando ainda ao Paulo Fonseca, devia estar distraído quando o seu actual clube beneficiou dum penálti idêntico (falta fora transformada em penálti) no jogo contra o seu ex-clube.
Dizem as más línguas que já estaria contratado por isso não levantou ondas.

Suspense!

Há um suspense no mundo do futebol (não apenas benfiquista) à espera que Luís Filipe Vieira fale.
A confirmarem-se as notícias da imprensa online desta noite (madrugada em Portugal), o futuro de Jesus no Benfica está em risco mesmo contra a vontade do presidente.
Já o referi no post anterior, não sou contra a continuidade de Jesus, mas sob determinados pressupostos que não sei se estão reunidos para que tal aconteça.
Um jornal avança mesmo para mudanças na estrutura do futebol o que vem confirmar tudo o que tem sido referido na maioria dos blogues benfiquistas.
Outro avança também com a notícia da não continuidade de Norton de Matos no comando da equipa B. Se tal acontecer não será nenhuma surpresa pois pareceu-me um treinador muito passivo e pouco ambicioso durante a época. Faz mais sentido ter um treinador jovem ligado à formação já que a equipa B é uma extensão da mesma.
Carraça é outro que está na corda bamba. De facto, não faz sentido estar a pagar um ordenado chorudo a uma pessoa que não faz mais (pelo menos que se veja ou saiba) do que fazia o Shéu.
Na eventualidade da não continuidade de Jesus já são apontados os nomes de Paulo Fonseca e Rui Vitória, por sinal ao que sei dois benfiquistas.
Paulo Fonseca talvez não tenha ainda a experiência necessária para treinar um clube da dimensão do Benfica. 
Já Rui Vitória poderá ser uma boa opção se for o escolhido.
Mas, não ficaria surpreendido se o técnico viesse do estrangeiro e se chamasse Jupp Heynckes.
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