Época 2015/16

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O absurdo acontece

Segundo a Rádio Renascença, Pedro Emanuel e Sérgio Conceição, treinadores da Académica e Olhanense, respectivamente, não têm as habilitações necessárias para os seus cargos.
Para ser técnico na 1ª Liga portuguesa é necessário ter o curso de 4.º nível e eles não têm.
Assim, não podem ter a braçadeira de treinador principal, nem comparecer às entrevistas rápidas após os jogos na próxima época.
A braçadeira terá de ser usada por treinadores-adjuntos que tenham as habilitações.
Nuno Espírito Santo também estaria integrado nesta situação, mas o novo treinador do Rio Ave completou o curso na Escócia.
Em Portugal, os cursos a este nível estão parados há quase dois anos, ainda segundo a Renascença.
Agora pergunto, o que leva clubes profissionais a contratar treinadores sem as habilitações necessárias e sem provas dadas antes?
A resposta todos a sabemos!

O "sistema" não brinca em serviço

Já que não lhes interessa ter equipa B pelos custos que isso acarreteria e sobretudo porque não poderiam distribuir jogadores pelas equipas da principal liga portuguesa, toca a investir fortemente nos treinadores.
Na época passada já tinham Domingos no Sporting, Leonardo Jardim no Sp. Braga, Sérgio Conceição no Olhanense (antes dele Daúto Faquirá, o homem dos relatórios), José Mota no V. Setúbal e Ulisses Morais no Beira-Mar, a partir do despedimento de Rui Bento.
Pois bem, há que acautelar a próxima época porque o Benfica não desiste, e então aí estão mais dois técnicos portistas a estrear na 1ª Liga, sem quaisquer provas dadas, Nuno Espírito Santo no Rio Ave e Fernando Couto no Paços de Ferreira.
Ah valentes, não têm mesmo um pingo de vergonha na cara!
Que experiência de treinadores têm estes dois que se vão estrear na próxima época? ZERO!
Ao invés, o Rio Ave e o Paços despedem dois técnicos experientes, Carlos Brito e Henrique Calisto.

PS: E ainda me esqueci do Pedro Emanuel na Académica!

Vassalagem está-lhes a sair cara

Temos visto que a maioria dos treinadores das equipas da Liga Zon Sagres são afectos ou de alguma forma ligados ao FC Porto. Moda que não é de agora.
Os últimos clubes a aderirem a esse tipo de treinadores foram a Académica, após a demissão de Jorge Costa também ele portista assumido, e o Portimonense, após a saída de Litos.
A Académica apostou num quase desconhecido José Guilherme e tem-se afundado na classificação. Hoje, depois de mais uma derrota, em casa frente ao Rio Ave, demitiu-se.
O Portimonense apostou noutro quase desconhecido, apenas uma breve passagem pelo Setúbal, Carlos Azenha, que também não trouxe nada de novo ao clube algarvio e que por isso até já colocou o seu lugar à disposição.
E sentido inverso, os clubes pouco apostam em técnicos com ligação ao Benfica. No entanto, este ano o Paços de Ferreira fê-lo e tem-se dado bem com Rui Vitória e recentemente o Naval apostou em Mozer quando ainda estava na lanterna do campeonato e já saíu de lá, arrancando hoje um empate em Setúbal.
Pode ser que as coisas neste aspecto comecem a mudar agora.

Segunda chance

Numa altura em que existem tantos treinadores disponíveis no mercado, uns no desemprego momentâneo, outros a necessitar duma chance para mostrarem o que valem, o Portimonense contratou, para substituir o dispensado Litos, nada mais nada menos que o grande treinador Carlos Azenha. O tal que esteve apenas alguns jogos à frente dos destinos do V. de Setúbal na época passada.
Azenha, para além do Setúbal, nunca treinou qualquer outra equipa da 1ª divisão.
Bom, mas esta contratação não tem nada de anormal se dissermos que é conhecida a sua ligação ao FC Porto, assim como é conhecida também a ligação do Portimonense ao emblema azul.
Depois da recente contratação de José Guilherme pela Académica já nada nos espanta.
Enquanto isso, treinadores com provas dadas são obrigados a emigrar para não cair no desemprego. E desses, exceptuando o Prof. Jesualdo que foi dispensado no final da época e Fernando Santos que já teve o seu tempo no Dragão, todos os outros não têm nem nunca tiveram qualquer ligação ao FCP.
Como dizia há dias o Álvaro Magalhães, quem não tem padrinhos tem vida difícil em Portugal.

A sucessão

Está encontrado o sucessor de Jorge Costa!
O que isso interessa, perguntarão a maioria dos leitores deste Blog. Pois é, não interessa muito, até porque além de ser um desconhecido do grande público, não é benfiquista.
O objectivo do post é mostrar que o domínio portista, o chamado polvo, nota-se em tudo e em todo o lado.
A Académica, em vez de apostar num nome já com provas dadas, existem tantos por aí desempregados, vai apostar em alguém sem provas dadas na 1ª divisão e com passado ligado àquele clube.
Saíu de Coimbra um treinador afecto aos dragões, há que colocar lá outro para assim manterem o controlo. Quanto mais equipas controladas, mais fácil fica ser campeão.
Lembram-se do que o Beira-Mar e o U. Leiria fizeram no Dragão, não se lembram? Para os mais distraídos eu lembro, foram lá jogar como se fosse um jogo-treino, quase sem fazer faltas e não obrigando os donos da casa a terem de se aplicar a fundo.

Queiroz, go out!

Uns ainda com contrato, outros sem, o que é certo é que quase todos os técnicos cujas selecções já se despediram do Mundial, estão de saída.
Vejamos, Dunga acabava contrato em Agosto, já foi demitido, Maradona poderia continuar se quisesse, mas já disse que o seu ciclo terminou, Gerardo Martino do Paraguai, embora em fim de contrato, garante que ficará mais algum tempo para organizar as coisas e sairá, Eriksson deixou a Costa do Marfim, Domenech a França, Marcelo Lippi a Itália, Otto Rehhagel a Grécia, Carlos Alberto Parreira a África do Sul, Javier Aguirre do México, Sur Huh Jung-moo da Coreia do Sul, Rabah Saadane da Argélia, Pim Verbeek da Austrália, Takeshi Okada do Japão e Paul Le Guen dos Camarões.
Com situação indefinida, estão os técnicos da Nigéria, dos EUA, do Gana, da Eslováquia, da Nova Zelândia, do Chile e das Honduras.
O nosso "querido" Queiroz é um dos sete que vão permanecer no cargo. E permanece porquê? Porque diz que não anda a brincar (€€€) por isso não se demite.
Fora destas contas estão os quatro ainda em prova, dos quais não se sabe ainda nada.

Treinadores das equipas da Série A brasileira

O futebol no Brasil ainda está de férias, mas os clubes não páram ultimando as contratações tendo em vista os estaduais que se iniciam já em Janeiro.
Entretanto, todos os clubes já têm treinador. Vejam a lista completa:
Flamengo - Andrade (manteve-se)
Internacional - Fossati (Uruguaio, ex-LDU do Equador). Saíu Mário Sérgio que havia substituído Tite.
São Paulo - Ricardo Gomes (manteve-se)
Cruzeiro - Adilson Baptista (manteve-se)
Palmeiras - Muricy Ramalho (manteve-se)
Avaí - Péricles Chamusca (ex-Sport Recife)
Atlético (Mineiro) - Vanderley Luxemburgo (ex-Santos e Palmeiras)
Grêmio P.Alegre - Silas (ex-Avaí)
Goiás - Hélio dos Anjos (manteve-se)
Corinthians - Mano Menezes (manteve-se)
Barueri - Vinícius Eutrópio (ex-Ituano-S.Paulo)
Santos - Dorival Júnior (ex-Vasco da Gama)
Vitória (Bahia) - Ricardo Silva (ex-adjunto)
Atlético (Paranaense) - Antônio Lopes (manteve-se)
Botafogo - Estevam Soares (manteve-se)
Fluminense - Cuca (manteve-se)
Vasco da Gama - Vágner Mancini (ex-Vitória)
Guarani - Oswaldo Alvarez - Vadão (manteve-se)
Ceará - René Simões (ex-sel.Costa Rica)
Atlético (Goianiense) - Arthur Neto (manteve-se)
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