Época 2015/16

Época 2015/16
Mostrar mensagens com a etiqueta Domingos Soares Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Domingos Soares Oliveira. Mostrar todas as mensagens

Plantel mais reforçado na próxima época?

Mais reforços e menos betão! Quem o disse foi o responsável das finanças da SAD, devido ao facto de não ser necessário gastar dinheiro com grandes obras no futuro, permitindo assim margem para reforçar o plantel.
Se a época actual for de sucesso, como se espera, se for renovado o contrato com Jesus, como se deseja, não há dúvidas que será necessário reforçar o plantel para continuar o crescimento da equipa, sobretudo a nível europeu. E L.F. Vieira já disse que gostaria que o Benfica marcasse presença na final da Liga dos Campeões da próxima época que se realiza na Luz.

Gostei da entrevista

Domingos Soares de Oliveira, elemento da SAD do Benfica, responsável pela área financeira e que muitos benfiquistas gostariam de ver fora do clube por supostamente ser adepto do Sporting, concedeu uma extensa entrevista ao Record.
Fala de tudo e esclarece inclusivé a questão de ser ou não ser benfiquista.
Depois de ler o que ele disse, não vejo motivo para ele sair do Benfica. Se não é já um benfiquista convicto, o facto de ter feito sócio à nascença o seu filho, agora com um ano e meio, significa que já sente o clube. Há tantos casos de jogadores e treinadores que antes eram adeptos doutros clubes e que mudam porque não pode acontecer o mesmo com este director?
Jesus não é/era sportinguista?
Fábio Coentrão não se dizia sportinguista antes de chegar ao Benfica?
André Gomes não era portista antes de vir para o Benfica?

"Uma das criticas mais fortes que se tem feito neste período pré-eleitoral tem a ver com os números do passivo do Benfica. Na realidade, qual é o passivo neste momento?
Se falarmos no passivo consolidado, que é que interessa aos benfiquistas, existem duas vertentes: o passivo financeiro, que se situa em 237 milhões no final do último exercício, portanto muito muito abaixo dos 500 milhões falados por alguns, e o passivo não financeiro, que tem a ver com dívidas a parceiros e que se situa nos 119 milhões. Portanto, estamos a falar de um total que não chega a 400 milhões.
Elementos da lista de Rui Rangel insistem no passivo não bancário. O que é isso em concreto?
É aquilo que normalmente tem a ver com compras que se fazem e cuja parte essencial se refere a compra de jogadores. A maioria dos nossos parceiros aceita que o Benfica possa fazer esses pagamentos ao longo de determinado período.
Há alguma razão especial para o passivo ter atingido estes números?
O passivo tem estado razoavelmente estável e tem crescido em consonância com os activos. Aquilo que temos feito desde o investimento no estádio, Caixa Futebol Campus, Benfica TV... Não temos parado de investir, ainda recentemente comprámos o Campo do Bravo para a equipa B, o museu também é um investimento. Quando se fazem estes investimentos, é natural que o passivo e os activos subam. Algumas pessoas estão muito preocupadas com o passivo e ainda não ouvi ninguém falar no aumento de activos cujo valor anda sempre muito próximo do passivo. Para além disso, continuamos a apostar na capacidade do Benfica em gerar receitas. Para lhe dar uma ideia, quando Luís Filipe Vieira chegou, a facturação total do Benfica situava-se nos 42/43 milhões e, neste momento, a facturação é de 140 milhões. Trata-se de um investimento estruturado que vai tendo cada vez mais capacidade de gerar receitas. Talvez as pessoas se esqueçam (e tenho relatórios desde 1994) que o Benfica já estava com capitais próprios negativos, não tinha riqueza própria e o único caminho era recorrer ao endividamento.
Há uma ideia do valor dos activos neste momento?
Há, estão valorizados em 361 milhões, naquilo que é possível reconhecer o valor dos activos. Eu falo sempre na questão dos jogadores porque os jogadores só podem ser avaliados pelo valor pelo qual foram adquiridos deduzindo as amortizações. O Witsel estava reconhecido nos activos como um valor próximo dos 6 milhões e foi vendido por 40. Isto significa que os nossos crivos estão de acordo com as normas locais, mas não estão de acordo com o real valor de mercado.
Rui Rangel tem falado com insistência na necessidade de uma auditoria às contas do Benfica.
(interrompe) Nós somos uma empresa auditada pelas maiores empresas internacionais. O que se pode fazer agora é auditar os auditores. Porque se as contas do Benfica são controladas pela CMVM, o que podem querer é auditar os auditores e a CMVM, e essa prática desconheço. 
De que forma é que a crise económica mundial influi nestes números negativos?
No ano passado continuamos a crescer e do ponto de vista de receitas da componente operacional crescemos 10%. Mas temos plena consciência de que o Benfica esta inserido num determinado conceito socioeconómico. Felizmente a maioria dos contratos que temos são de longa duração e as empresas têm estado satisfeitas e até agora nenhuma pediu qualquer tipo de renegociação de contrato. Do ponto de vista dos consumidores sentimos maior dificuldade das pessoas em pagar as quotas e os seus bilhetes, embora este jogo com o Barcelona tenha sido um dos cinco melhores jogos desde que o estádio foi inaugurado.
A SAD tem conseguido cumprir escrupulosamente as obrigações com todos os funcionários?
A SAD cumpre com todos os funcionários e nunca incumpriu, nestes nove anos, com nenhum jogador, nenhum treinador, nenhum funcionário, com parceiros financeiros ou fornecedores e nunca tivemos nenhum processo. Não há um único jogador que possa vir reclamar que p Benfica lhe ficou a dever alguma coisa.
Tem noção que essa é uma realidade pouco vista no futebol português?
Tenho noção, pois temos alguns dados relativos a outros clubes portugueses e sei que há clubes a passar dificuldades. É negativo para o sector.
Qual é o valor da marca Benfica actualmente?
Já vi estudos de 50 entidades distintas, desde superior a 100 milhões a outros que dizem que vale mais de 300 milhões. Mas tenho de reconhecer que não há sitio a que o Benfica se desloque onde não seja reconhecido, reconhecido e diria quase idolatrado. Não há nenhuma marca portuguesa que seja mais valiosa do que o Benfica.
Rui Rangel acusa a actual direcção de transformar o Benfica num entreposto de jogadores.
É verdade que hoje o Benfica tem uma política distinta daquela que era a politica relativa a jogadores há dez anos. O dr. Rui Rangel não saberá, mas uma parte significativa dos contratos que hoje existem são miúdos oriundos da nossa formação e estamos a falar de dezenas de contratos profissionais. Depois, não temos 95 jogadores, esse dado é falso.
Então quantos tem?
Não lhe vou precisar quantos são, mas é um número muito mais baixo do que esse. Uma parte significativa dos jogadores que temos são jogadores que estão emprestados, no sentido de serem valorizados e, temos vários exemplos de sucesso nesse campo como foi o caso de Fábio Coentrão. E, portanto, a política que existe é que esses jogadores são colocados no campeonato português ou no estrangeiro (como o Nelson Oliveira) e esses clubes pagam o salário do jogador na totalidade e ainda uma verba pelo empréstimo. Dentro de casa, entre equipa A, B e juniores temos 40 a 50 jogadores e os que estão emprestados não significam qualquer custo para o Benfica.
Em que mercados é que o Benfica está a apostar em termos de expansão?
Na expansão internacional a grande aposta é claramente na Lusofonia. Abrimos escolas em Angola em Moçambique, estivemos com futebol de formação em todos os PALOP e é aí que está o grande potencial de crescimento do Benfica. Dos 14 milhões de adeptos, grande parte está nestes países e tem tido um crescimento muito interessante. 
Termina esta época o contrato de patrocínio com a PT. Uma multinacional como a Emirates era o sponsor ideal?
A Emirates investe no futebol 180 milhões por ano e faz este investimento nos grandes clubes de cada país. Naturalmente que a Emirates seria um parceiro comercial interessante.
A PT patrocina igualmente FC Porto e Sporting. Isso é prejudicial?
Não conheço os números de FC Porto e Sporting, mas tenho uma pequena ideia por aquilo que se ouve no mercado. Lembro que o estudo da Liga, que é isento, diz que a quantidade dos adeptos do Benfica em Portugal é igual a soma de adeptos de FC Porto e Sporting. 
Por que é que ainda não se fechou o negocio do naming do estádio?
Porque ainda não conseguimos encontrar o parceiro certo, quer do ponto de vista financeiro quer da marca. Hoje em dia, com esta crise mundial, não é em Portugal que vamos encontrar um parceiro para o naming do estádio nem penso que este dossier se possa fechar a curto prazo. 
O Benfica está presente em reuniões com os grandes clubes da Europa através da ECA (European Club Association). O que é que se discute aí?
Estou na componente de "marketing e comunication" e temos como objectivo encontrar dados para a indústria se continuar a desenvolver. É uma associação e clubes, mas não é por isso que não trabalha com a UEFA.
Este grupo tem mais força que o G14?
Tem maior abrangência e creio que mais força também. É ali que se encontram os grandes decisores dos clubes como Sandro Rosell (Barcelona), David Gill (Man. United) ou Jean-Michel Aulas (Lyon). É ali que nos encontramos e abrimos portas para futuros negócios.

O presidente admitiu recentemente baixar o valor das quotas, tendo em conta a recessão que atravessa o país. Esta medida será uma realidade em breve?
Esse assunto não foi ainda tratado como tal dentro de uma reunião de direcção, porque é a direcção que tem poderes para isso. Como lhe disse, com esta crise fizemos uma analise e o Benfica, como toda a sociedade, vai ter de se adaptar às novas regras do jogo, já que as pessoas têm menos dinheiro, as empresas menos capacidade de financiamento. Queremos ter o maior número de sócios e queremos continuar a ter o estádio com afluências significativas. Para isso vamos ter de baixar pregos e reduzir custos para manter o equilíbrio.
As receitas de quotização e bilheteira têm vindo a baixar?
Não, até agora não, e isso tem sido uma das boas surpresas. Mas teremos de ver o impacto a partir de Janeiro, altura em que a maioria dos sócios como eu paga a quota anual. 
O objectivo dos 300 mil sócios ainda é concretizável?
Chegaremos aos 300 mil sócios, não sei exactamente quando. Há um ano e meio tive um filho que fiz sócio desde o dia que nasceu e era o 237 mil e qualquer coisa, portanto em determinado momento haverá o sócio 300 mil. Aquilo que será a nossa luta quando chegar a essa altura, é que exista a capacidade de os sócios honrarem os compromissos de quotização.

«Direitos televisivos serão decididos até final do ano»
Estamos a meses do final do contrato com a Olivedesportos para os direitos televisivos. O Benfica já decidiu o que vai fazer?
Não houve nenhuma evolução. Recebemos uma proposta, tornamo-la pública e não aceitámos por várias razões. Existem alternativas identificadas, mas não há decisões tomadas e não seria sensato tomar essa decisão antes das eleições.
Mas para quando uma decisão?
Não quero antecipar datas, até final do ano teremos de ter decisões.
Há quem pague mais que a Olivedesportos?
Sem revelar muito nos tivemos um acordo com o engenheiro Paes do Amaral em relação a uma suposta proposta que ele iria fazer e acabou por não fazer. E não existem em Portugal entidades disponíveis para apresentar um programa concorrente à Sport TV, até porque os únicos direitos televisivos que estão disponíveis de imediato, entre clubes da I Liga, são os direitos do Benfica. Se quisermos avançar para uma alternativa ou conseguimos arranjar um parceiro internacional e ainda assim a Olivedesportos terá sempre um direito de preferência para exercer, ou, como já foi falado, exploramos os direitos dentro da própria Benfica TV. A não ser que a Liga arranje outra solução, entretanto.
Portanto bastará a Olivedesportos igualar o valor?
A Olivedesportos tem direito de preferência, são condições negociadas em 2002 e que eram as condições possíveis na altura e vale a pena elucidar esse tema. Fui dos primeiros a denunciar que o valor que o Benfica recebia era extremamente baixo sem paralelo em termos internacionais. Questionei-me porque é que este acordo tinha sido assumido em 2003 mas como toda a gente sabe o contrato foi rasgado nos tempos de Vale e Azevedo, o que originou um enorme imbróglio jurídico. As pessoas que estiveram por detrás do rasgar de contrato com a Olivedesportos, na altura, deveriam pensar que isso terá custado qualquer coisa como 70 milhões de receitas que o Benfica não foi buscar, e isto tem implicações no passivo. Ouvir agora algumas pessoas que estiveram associadas a Vale e Azevedo virem falar do passivos... As pessoas deviam ter mais decoro na forma como abordam o assunto.
A maioria dos clubes europeus recebe mais de 40% do total das receitas. É possível lá chegar?
Os clubes recebem em média, 40% e o Benfica gera receitas internacionais, sem direitos televisivos, de mais de 100 milhões, portanto estaríamos a falar de um valor superior a 40 milhões.
Mas admite fechar contrato abaixo dos 40 milhões?
Nós não temos nenhuma proposta em cima da mesa. Ou essa proposta aparecerá, ou se não aparecer a alternativa é a Benfica TV.
Não acha que a renovação do contrato com a Olivedesportos iria criar mal-estar junto dos sócios? Até actuais dirigentes já se manifestaram contra.
Existem duas questões diferentes. Uma é corporativa e trata-se de uma relação que tem corrido bem com a Olivedesportos, outra é a percepção que os sócios têm em relação ao papel desempenhado pela Olivedesportos. E basta ver aquilo que é dito nas assembleias gerais onde este assunto é sempre posto em cima da mesa. Não é possível tomar uma decisão sem ter isso em consideração. Se isso nos condiciona numa eventual negociação? Não vou tão longe.
Os resultados da Benfica TV estão a corresponder às expectativas?
Estão. Sabíamos que tínhamos o problema de não ter os jogos em directo o que havia muito em termos de share. Dou-lhe um exemplo: o jogo que fizemos no Algarve, com o Betis, teve um share altíssimo, de 17 ou 18%.
Por que é que a Benfica TV não faz a cobertura das eleições?
Tomámos essa decisão em 2009 e não temos os meios de um canal generalista para fazer a cobertura total. O dr. Rui Rangel declarou que é mau sinal a Benfica TV não ter estado no lançamento da sua candidatura, mas também não esteve na de Luís Filipe Vieira. Queremos continuar de forma isenta.

«Nunca recebi um dragão de ouro»
Uma das críticas que lhe fazem frequentemente é o facto de não ser benfiquista. É verdade que torcia pelo Sporting?
Sempre defendi o Benfica com a mesma tenacidade que qualquer benfiquista defende. Estou de consciência tranquila. É interessante ouvir críticas de pessoas que se dizem benfiquistas. Eu nunca recebi um dragão de ouro, nunca fui presidente de uma casa do FC Porto no Luxemburgo, nunca fui condenado por processos fiscais a favor do Sporting e nunca tive qualquer processo por fraude fiscal. Portanto, ouvir algumas pessoas a falar de benfiquismo quando se tem por perto pessoas assim...

«Encontro muitos adeptos na rua e ninguém me diz que estou a fazer um mau trabalho ou sou lagarto (...)»
Mas essa é das maiores críticas que lhe fazem...
(interrompe) As pessoas que hoje me criticam são as mesmas pessoas que me contrataram, sabendo quais eras as minhas características profissionais e pessoais. Isso é pura demagogia. O meu trabalho avalia-se por quem cá está. Nestes nove anos, fui a mais jogos do Benfica do que essas pessoas e tenho números de quantas vezes eles vieram ao estádio. Encontro muitos adeptos na rua, convivo com eles e ninguém me diz que estou a fazer mau trabalho ou sou lagarto, sportinguista, ou qualquer outra coisa.
Acha que o cargo de presidente deveria ser remunerado?
Isso é uma questão quase pessoal. O presidente defende uma linha dura que, reconheço, é cada vez menos frequente no plano internacional.
E no plano nacional também.
Sim, também, mas não comparo o Benfica com nenhum clube nacional. O presidente do FC Porto é remunerado, o do Sporting não é mas desde José Eduardo Bettencourt que pode ser. O presidente sempre entendeu que quem está nos órgãos sociais não deve ser remunerado, porque está ao serviço do Benfica. Já nem falo do presidente que passa aqui 12 a 15 horas por dia, mas de outros como o Rui Gomes da Silva, que prejudica a vida pessoal e profissional pelo Benfica. Não me canso de elogiar estes orgãos sociais que se mantiveram coesos até ao fim e respeito a 100% a vontade do presidente e dos sócios.

«Realizamos encaixes e o jogador fica aqui»
O Benfica Stars Fund tem tido os resultados esperados?
Fazemos vendas de parte do passe dos jogadores, mas temos 15% do fundo. As operações já realizadas trouxeram resultados muito interessantes, a maioria com resultados positivos e dois ou três em linha com o que estava perspectivado. Vamos ver agora o que acontece aos outros jogadores que estão no fundo. Conseguimos encontrar uma solução inovadora em que vendemos pequenas percentagens, o que nos permite realizar encaixes e o jogador ainda fica aqui.
O valor das acções do Benfica estão muito abaixo do preço de lançamento. Faz sentido continuar na Bolsa?
É uma pergunta difícil, porque qualquer resposta que lhe desse teria de a justificar perante a CMVM, mas posso dizer-lhe que não temos qualquer intenção de retirar a Benfica SAD da Bolsa. É verdade que quem investiu 5 euros e vê hoje as acções a 50/60 cêntimos sente que é um rombo significativo, mas quem investiu na SAD não procurou dividendos, agiu mais numa perspectiva emocional. Haverá excepções como o caso do presidente e do sr. José Guilherme, porque naquela altura era fundamental investir para salvar o Benfica.

«Se não valesse a pena Jesus já não estaria cá»
O Benfica vendeu Javi Garcia e Witsel em cima do fecho do mercado. Estava obrigado a realizar receitas extraordinarias?
Nós teríamos sempre de encontrar, para este ano, formas de financiamento. Desenvolvemos um modelo diferente em que é fundamental que a equipa seja extremamente competitiva e para isto é preciso ter os melhores jogadores e isso não se faz retendo-os aqui dentro. Neste caso não era essencial vender os dois jogadores, pois tínhamos financiamento alternativo. Se do ponto de vista desportivo nos coloca um desafio, do ponto de vista financeiro deixa-nos com uma margem muito boa para 2012 e 2013.

«Há que deixar de ser hipócritas. O Benfica não pode recusar ofertas de 20, 30, ou 40 milhões»
«Daqui a 2/3 anos, haverá qualidade vinda da formação que nos levará a investir menos no mercado»
Não era possível antecipar estas vendas e garantir substitutos à altura em tempo útil?
Já vi vários treinadores dizerem que a partir do momento em que aparece uma proposta entre 20 a 30 milhões, os clubes portugueses não devem hesitar em vender. E o futebol é o momento e já houve situações em que tivemos oportunidades para vender e não vendemos, e quando apareceu uma nova proposta o jogador foi vendido por um valor mais baixo. Em termos internacionais, os clubes vão ter menos capacidade de investimento mas quando nos aparece uma proposta de 20, 30 ou 40 milhões há que deixar de ser hipócritas e dizer que o Benfica, e até o país, não se pode dar ao luxo de recusar este dinheiro. As duas situações, quer do Javi quer do Witsel, são diferentes. Para o Javi havia a percepção que podia chegar uma proposta e da parte da equipa técnica sempre houve uma mensagem de confiança em relação às alternativas que existiam. O caso do Witsel foi diferente, foi uma situação de última hora que não esperávamos, mas há que reconhecer que Jorge Jesus, quando confrontado com a situação, sempre disse que arranjaria soluções. 
Os adeptos devem estar preparados para mais vendas em Janeiro?
Não creio, ainda não chegamos la, mas não precisamos de vender em Janeiro. Nessa altura acontecem apenas alguns ajustes pontuais de compras e vendas.
Mas há excepções como o caso de David Luiz, vendido em Janeiro.
Sim, mas esse é daqueles exemplos em que lhe posso dizer que perdemos a oportunidade de vender no momento certo e Janeiro não foi o momento certo. O David revelava vontade em sair e naqueles seis meses todos percebemos que tínhamos perdido o momento certo de vender.
A curto prazo o Benfica poderá voltar a fazer investimentos superiores a 30 milhões em jogadores?
Nós temos investido todos os anos verbas significativas, e esse investimento dividiu-se numa primeira fase em infraestruturas e numa segunda fase em atletas, e aí foi feito o grosso do investimento, e que não nos arrependemos. Todos os jogadores que estão a chegar do futebol de formação dão-nos garantias de poderem estar na equipa principal dentro de muito pouco tempo. As pessoas queixam-se muito de que não termos portugueses na equipa principal, mas têm de entender que este processo demora anos. Se nos lembrarmos da decisão de Vale e Azevedo em acabar com o futebol de formação, não era, de certeza, em 2003 ou 2004 que iriam surgir putos e alguns dos miúdos que estão a aparecer hoje na equipa B estão connosco há 10 anos. Isso é primeiro factor positivo: haver qualidade que nos permite pensar que dentro de 2/3 anos, com estes bons resultados, vamos ter menor necessidade de investimento. Temos também feito um excelente trabalho na prospecção liderado pelo Rui Costa, que considero ser das pessoas que mais percebe de futebol em Portugal.
Existe um tecto salarial estipulado para o plantel profissional?
Não, não existe nenhum tecto salarial. Aquilo que temos são escalões, com excepção dos jogadores que vêm da formação que têm (...) por onde podem evoluir, mas não creio que haja dois jogadores dentro do Benfica que tenham salários iguais. No entanto, é diferente comprar um jogador por 10 milhões e trazer outro a custo zero. Se o trago por 10 milhões com um contrato de cinco anos, a capacidade é limitada mas se ele vem a zero tenho mais capacidade de lhe pagar determinado salário durante os anos de contrato. Não defendo tectos salariais, o tecto principal é o da razoabilidade. 
O Benfica tem vindo a descer a massa salarial?
Não, a massa salarial tem crescido muito por força de factores variáveis que são introduzidos, um que têm a ver com aquilo que se passa a nível nacional, outros com o que se passa a nível internacional. O facto de os jogadores terem conseguido chegar aos quartos-de-final da Champions fez com que se subisse ligeiramente a massa salarial. 
Jorge Jesus é um dos treinadores mais bem pagos de sempre do futebol português. É um esforço financeiro que tem valido a pena?
Se não valesse a pena, Jorge Jesus já não estaria cá e está há quatro anos connosco. Não sou a pessoa mais indicada para elencar todos os méritos de Jorge Jesus, mas tudo o que conseguimos nestes três anos quer ao nível de de títulos, quer do ponto de vista de performance desportiva, quer da valorização de jogadores, merecia que alguém escrevesse a história de Jorge Jesus. É um elemento determinante na estrutura do futebol, que tem também António Carraça, Rui Costa e o presidente.
Hoje em dia para para ser treinador do Benfica a capacidade de potenciar jogadores é tão importante como a conquista de títulos?
Nós trabalhamos para os adeptos, nunca podemos esquecer para quem trabalhamos. Toda a estrutura trabalha para o sucesso desportivo. É muito interessante sermos o maior clube do Mundo, termos resultados financeiros positivos, museu, infraestruturas, mas na realidade a essência do Benfica é ganhar títulos. Portanto, tudo o que é feito nesta casa tem como ponto de referência a conquista de títulos. Já tivemos anos com 30 milhões de euros de prejuízo e as pessoas estavam contentes porque ganhámos o campeonato e outras com lucro em que as pessoas estavam claramente descontentes porque não ganhámos.

PERFIL
Nome: DOMINGOS Cunha Mota SOARES de OLIVEIRA
Nascido em Lisboa, a 4 de junho de 1960 (52 anos). Casado, 4 filhos
Licenciado em Informática e Gestão pela Universidade Paris XI em 1983
Advanced Management Program pelo Insead em 1998

1993-1984
- Analista-programador da Union Française des Banques – Locabail, em Paris

1984-1988
- Director de Organização e Informática da Locapor

1988-1992
- Director-geral da Unisoft

1992-1996
- Administrador delegado da Geslógica

1997-2000
- Country manager para Portugal da Cap Gemini
- Administrador Delegado da Cap Gemini Portugal

2000-2001
- Country Manager para Portugal na nova empresa Cap Gemini Ernst & Young
- Administrador delegado da Cap Gemini Ernst & Young Portugal

2001-2003
- CEO da Cap Gemini Ernst & Young Ibéria
- Presidente e consejero delegado da Cap Gemini Ernst & Young España
- Presidente não executivo da Cap Gemini Ernst & Young Portugal
- Administrador não executivo da Sogeti España

- Maio de 2004 até à data
- Presidente da comissão executiva do Grupo Benfica
- Administrador das seguintes empresas:
- Benfica Futebol SAD
- Benfica Estádio
- Benfica Multimédia
- Benfica SGPS
- Benfica Comercial
- Benfica Seguros
- Clínica do Benfica
- Benfica TV
- É responsável pelas seguintes áreas do Grupo Benfica
- Direcção Comercial & Marketing
- Direcção Financeira
- Futebol Formação
- Direcção Técnica e de Sistemas de Informação
- Benfica Multimédia
- Benfica TV
- Direcção de Recursos Humanos
- Organização de jogos
- Segurança"


Domingos Soares Oliveira, entrevistado por João Rui Rodrigues, in Record

É bom saber ...

Que os emprestados não trazem encargos para o Benfica, que o passivo é inferior a 400 milhões e que não existem 95 futebolistas com contrato.
Quem o diz é Domingos Soares de Oliveira!

A questão que faltava discutir - Direitos Televisivos

Há já algum tempo que acho que o Blog do Manuel é um dos melhores locais onde pode ser lançada esta questão, para ser falada pelos adeptos Benfiquistas, que é a dos Direitos Televisivos.

Houve sempre muito «barulho», ruido, à volta do assunto. Há sempre muita opinião, mais ou menos exaltadas, a falar disto, mas gostava de ver neste momento algumas ideias a virem ao de cima, por forma a tentarmos saber, entre todos, o mais possível, e formularmos opiniões o mais consentâneas com o que o clube precisa de nós.

Há vários caminhos que se põem, neste momento, aos sócios e adeptos do Benfica, sim, porque muitos não sócios apoiam o clube de outras formas, e neste caso uma assinatura de um canal, como a SportTV só para poder ver em casa os jogos do Benfica é uma dessas outras formas, bem como é apoio ir ver um jogo ao estádio. Há vantagens numa forma, há vantagens noutra, por vezes as pessoas não vêem as duas da mesma maneira, como apoio, mas vamos tentar ser mais racionais a discutir isto, portanto.

Uma das formas, que é a que tem sido a habitual nestes últimos 10 anos, mais coisa, menos coisa, é a da ligação à SportTV. A SportTV, hoje em dia faz parte da Zon e Sportinveste, ou seja, é coisa «Oliveirinha», e sabemos que paga ao Benfica qualquer coisa como 7 milhões de euros por época pela transmissão dos seus jogos. Os jogos são os do campeonato nacional, Taça da Liga (eles dizem que sim, mas o Benfica foi jogando na SIC, bem como na Liga Europa), Taça de Portugal, pelo menos creio que tem os direitos da mesma, e tem comprado também os direitos da Liga dos Campeões, onde tem estado mais vezes o Porto, mas onde o Benfica tem ido também, nos últimos anos, com alguma frequência, e que faz com que, por vezes, os nossos jogos dêem neste canal. Por uma questão de arredondamento e de incerteza de valores, vou-me referir ao valor pago, penso que por excesso, como sendo 10 milhões de euros à época, o que, em consciência, julgo ser menos, os tais 7 referidos acima.

O universo da SportTV são praticamente todos os assinantes de serviços de televisão por cabo, quer sejam Zon ou não, pois o serviço não está a ser servido em exclusividade, há na Zon, há na Cabovisão, etc. Não são todos os assinantes os que têm SportTV, mas é um serviço que acrescenta qualidade à rede base, poder ser assinado em qualquer altura o canal. Consta, a nível de valores globais, que são 600 mil assinantes, só da SportTV, e que correspondem, por alto, a qualquer coisa como 142 milhões de euros anuais, valores dados pelo Jornal i, com arredondamentos à mistura, por qualquer coisa como cerca de 20 euros mensais por assinante. Oferecem mais alguns canais, de desporto genérico, um de golfe, e um da Liga Inglesa especificamente. Consta inclusive que o caminho deles (que poderia ser o abismo que para mim era igual!) que vão talvez separar um canal por Liga. Tudo bem por mim...

Têm o Benfica como canal «parceiro» (tem sido uma relação interessante, pois pareceu no início que seria posição missionário, mas agora parece-me que é por trás à grande no Benfica!) e serviram como «muleta» no início, quando o clube precisou do dinheiro atribuido por este e outros contratos de nomeada, como a Adidas, no período pós-Vale e Azevedo, de 14 Milhões de euros. Não vou jurar que são contos, dos antigos, pois em 2003 já não se usavam contos, mas que sejam então 1,4M por época. É muito bom, sendo uma questão de marca. Foi assinado por volta de 2003 e para termos uma comparação, o Sporting, com a Puma, e o nome da Academia, para 6 anos, assinaram por 6M de euros. O Benfica, com esse contrato, não está obrigado a nada na utilização do nome deles (Adidas), e ao fim e ao cabo temos os equipamentos mais bonitos (Ehehehe!). Há receitas de merchandising, há quotização, bilheteira, etc., e temos ainda receitas extraordinárias, como acesso a Taças Europeias e eliminatórias seguintes das mesmas e vendas de jogadores. Sobre o contrato da SportTV, nessa altura, portanto, serviu para ajudar a manter «a casa aberta». Numa altura em que não havia, simplesmente, mercado de TVCabo em Portugal, e falo por experiência própria, vender TVCabo em Viseu, porta-a-porta, há 12/13 anos atrás, ver o surgimento da TV digital, por satélite, ver aparecerem os canais de cinema e o de desporto, foi tudo engraçado, mas difícil de fazer as pessoas querer ver em casa futebol, ou cinema, ou outra coisa. Serviu para o Benfica, na altura, foi um contrato onde ambos «tinham prazer» e a marca, admitamo-lo, estava bastante deficitária, fosse em merchandising, fosse em resultados desportivos, fosse no que fosse (Apito Dourado, afins, no seu auge!), só que agora é uma relação em que só um tem prazer, para continuar na analogia «sexual», em que o Benfica é «penetrado por trás» sem apelo nem agravo, e em que os contratos dos adversários já foram corrigidos para o que se espera nesta altura no que tem a ver com pagamentos...

Muitos perguntam de onde vem o dinheiro... Vem daí, assim por alto...

No segundo caminho, ao que parece, temos agora a entrada de um novo parceiro na relação. As relações não são todas para toda a vida. Algumas são, outras não. Esta, da SportTV, será se todos tiverem prazer. É certo que alguns gostam da actual posição do Benfica no mercado dos Direitos Televisivos, mas os Benfiquistas, de uma forma geral, não gostam, e, Paes do Amaral, outro que gosta tanto de dinheiro como eu (só que tem infinitamente mais e eu sou só um licenciado desempregado a juntar aos milhares neste país!), quer entrar no negócio, por ver que há uma oportunidade de negócio, criando, eventualmente, um novo canal, ou, por ora, cedendo os direitos apenas e só à TVI, ele que já foi seu dono/presidente, esse tipo de coisas. A TVI já tem tido, como é sabido, uma palavra a dizer nas transmissões, mas sempre com a anuência da SportTV, pois transmitem um jogo semanalmente, só que é o jogo que a SportTV quer transmitir, e não podemos esperar, por ora, nunca, um jogo grande, um clássico, qualquer coisa do género, que, se não acontecer na Taça da Liga, até agora, ou na final da Taça de Portugal, não acontece em sinal aberto.

Ainda neste caminho, ao que parece, o Benfica tomou uma posição clara, pois comunicou-o à CMVM, o que, sendo obrigatório, faz com que os demais interessados se ponham em sentido, no caso particular a SportTV e quem manda nela. O Benfica diz, por Soares de Oliveira, e mesmo Vieira, que não vão negociar a qualquer valor com a SportTV, mas que sabem quanto valem. Sabemos que pedem 40M por época, coisa que até ao momento, sendo incomportável para a maioria dos operadores nacionais, terá que ser visto como tem que ser visto pela SportTV e esta empresa do Paes do Amaral. É um valor a negociar, mas que, se andar em algo dentro dos valores 25-30 milhões é algo único para Portugal, ainda que muito atrás do que se paga a um clube médio, daqueles que geralmente nos desviam os jogadores lá fora, os Villareais, Génovas e Boltons por aí fora, e que acabam por ter, ao abrigo dos contratos dos seus países, condições muito mais vantajosas de negociação com os atletas, e que faz com que, e aqui incluo todos cá em Portugal, se vejam muito mais necessitados de apostar na prospecção do que os médios e grandes da Europa.

De referir ainda, seja boato ou não, que o Porto tem uma cláusula no seu contrato, na SportTV, que os faz ganhar cerca de 70 a 80% dos valores que eles pagarem ao Benfica na sua negociação. Ainda segundo o que percebi até agora, o Sporting está a receber, de momento, qualquer coisa como 21M por época, num contrato recentemente renegociado, no sentido de ficarem mais alguns anos, ainda assinado no consulado de Bettencourt, pré-demissão.

Neste caminho, ainda, ou melhor, no que o Benfica pede, com um passivo na ordem dos 300 Milhões de euros, ou mais que seja, sejam por exemplo 500, que é para acabar com especulações nos comentários, a receber a mais de receita 18M por época, permitia-nos abater, de longe, muito mais nesse mesmo passivo, ou então investir com mais qualidade e critério, acabando por se reflectir desportivamente no passivo à mesma. Bom, para investir em árbitros não, que já há quem o faça, mas o prazer de gastar ainda mais para lhes ganhar, se tiver que ser, e ganhar, como ganhámos na época passada, em que ficaram a ler e de boca aberta, basta ver o ataque da arbitragem este ano ao Benfica e a ajuda que foi a época, e está a ser, a época do Porto, está tudo dito.

Este caminho está, portanto, ainda uma incógnita, mas, sabe-se, o Benfica não irá negociar, ou melhor, presume-se, que não vá negociar com eles por valores abaixo dos que diz que pediu à SportTV, até porque com a concorrência a mesma vai ter que abrir os cordões à bolsa para nos lá ter.

Há ainda um terceiro, pioneiro, estranho, curioso, «marado» caminho que é ainda assim uma alternativa. A BenficaTV. A BenficaTV, não sendo pioneira no mercado dos canais de clubes de futebol e desportivos, é única em Portugal. Tem uma conjuntura, pese embora a crise que se sente graças aos outros filhos de uma égua sarnenta que governam o nosso país há 30 anos, PS, PSD e CDS e que conduziram o país ao abismo a que assistimos (o artigo é da minha autoria e é apenas e só vinculativo com a minha opinião, não do Manuel Oliveira, dono do Blog do Manuel!), tem ainda assim, dizia eu, um mercado que lhe é favorável. Arriscado, e muito, mas também muito favorável. Ou se têm ou não 6 Milhões de adeptos em Portugal, 14 no mundo inteiro, ou não tem. Há que referir, ainda que muitos não o achem, que os nossos adeptos são verdadeiros adeptos. Adepto que é adepto é adepto quando há crise. Adepto de um clube como o Benfica é adepto (seja sócio ou não!) ainda por cima quando há um clube que tem dominado isto, como sabemos, e basta dizer «escutas» e «YouTube» nestes mesmo últimos 30 anos (vejo um padrão aqui... 30, 30, 30...) e que torna sempre tudo mais difícil, para o adepto, ter que levar à segunda-feira com o azul, tripeiro ou não, que ganhou nesse fim-de-semana, com mais um golo em fora-de-jogo, ou um penalty manhoso, e viu o seu, nosso, clube ser prejudicado, mais uma vez, e ter que gramar a semana toda e frases provocatórias (o sal do futebol, não a violência!) sobre como foi obtida a vitória. Muitos gostam de comparar realidades diferentes. Falam de Real, ou de Barça, até de Manchester United ou Chelsea, e pensam que é a mesma coisa. O Benfiquista não é igual, sobretudo aos dois primeiros, em nada... O Benfiquista apoia porque está no seu sangue. Somos 14 milhões porque somos mesmo, mesmo, mesmo Benfiquistas. O madridista apoia porque tem lá o Ronaldo, ou o Kaká, ou o Di Maria (também já o tivemos, e para os que dizem que tem lá o Pepe, ninguém apoia o Real Madrid, nem os azuis corruptos, por lá ter o Pepe!) e porque há uma máquina de fazer dinheiro associada. Os do Barça, mais ou menos pelos mesmos motivos... É o merchandising associado e todo o marketing à volta da equipa. Vão lá perguntar aos «chineses» (ou ao Futre) se eles forem à Ásia fazer uma torné é por serem fãs deles, ou por causa da «máquina» que está à volta... É tão-só por causa dessa máquina.

No caso do Benfica não... É a tal «Mística», que muitos julgam ter, por cá, alguns até já se auto-proclamam «gloriosos» só por causa de ganharem como ganham, sem brio, vem valor, sem nada, há 30 anos, e vêem endeusados badamecos rufias que só sabem andar ao murro nos túneis alheios. No caso do Benfica, então, com a expansão do sinal da BenficaTV a todos os continentes, o mercado está a nascer naturalmente. Onde há um português, há um Benfiquista, seja anti ou não... Por isso tantos já vêem a BenficaTV, sejam ou não Benfiquistas. E por isso há uma grande incógnita sobre o valor desta terceira via...

Valerá a pena comercializar os jogos, todos, em casa, que o Benfica tenha, na BenficaTV? Haverá forma de capitalizar os já assinantes da BenficaTV, seja em receita publicitária, seja em pay-per-view, ou seja, pagar por visualização, traduzido à letra, ou seja, pagar por jogo, separadamente? Já sabemos que para o Futre é igual o Sporting jogar contra o Paços ou contra o Benfica, que «vai vir charters de chineses» a toda a hora para ver o jogo, mas sabemos que há jogos e jogos, e que os valores têm que ser reajustados ao valor de cada adversário... Conseguiria o Benfica montar uma estratégia que capitalizasse todo o Benfiquista que, certamente, preferia ver os jogos comentados por um tendencioso adepto do Benfica, do que por um tendencioso adepto anti-Benfiquista?

Todos sabemos que há coisas que não podem ser ditas pelos nossos dirigentes, para salvaguardar o negócio, e que também sabemos que ser sócio de um clube não é garantia que ele se porte bem nesse clube. O maior exemplo, Vale e Azevedo, ia levando o clube à ruina. Outros, com certeza, dentro do clube, foram passando informações, e ainda o farão, com certeza, para o exterior, particularmente comunicação social, do que sagradamente lá se ia passando dentro. Por isso, uma negociação, ainda que devendo ser informada AOS SÓCIOS (não digo adeptos, e sou só adepto, infelizmente, mas isso são contas de outro rosário), não poderia deixar abertamente passar todos os dados conhecidos (quem leu até aqui, por favor escreva «bananas» nos comentários). Podia, no entanto, ser debatida a estratégia, e postas as cartas dos objectivos da direcção na negociação, da apresentação de todos os valores, e todos sabemos que há bastantes e bons Benfiquistas que querem dar a sua opinião sobre este caso, sobre esta questão, a dos Direitos Televisivos, e que se calhar não vão chegar a ser ouvidos... Tudo o que se tem passado está a sair nos jornais e em comunicados.

Sei que não sou a melhor forma de nos fazer ser ouvidos, mas gostava de lançar esta questão, pedir opiniões, correcções, etc., ao que eu disse (tirando a parte de corruptos, que essa não corrijo, é verdade) e eventualmente, via Gloriosasfera, com o apoio do Manuel Oliveira e contactos previligiados que tem por lá, fazer esta questão tomar repercussões pelos vários blogs Benfiquistas, de qualidade, que há por aí, e que à Gloriosasfera estão ligados.

O post vai muito longo, mas gostava de saber o que sentem, então, e que deixassem as vossas, espero, construtivas opiniões na caixa de comentários!

Márcio Guerra

O exemplo oposto

Enquanto do lado do FC Porto (até ao momento e já lá vão meses de vandalismo, inclusivé dentro do seu estádio) não há um pedido de desculpas, nem tão pouco uma palavra de condenação por tudo o que tem acontecido, do lado do Benfica e antes do vandalismo pós-Paços de Ferreira, dizia-se isto.
«Seria desejável que as pessoas tivessem comportamento civilizado, pois não estamos em guerra com ninguém. A única coisa que queremos é bom futebol e transparente».
«Se os benfiquistas atacassem alguém do FC Porto, a primeira coisa que o Benfica faria, através do seu presidente, era condenar esse acto. Não partilho minimamente da opinião de que devemos retaliar da mesma maneira de que fomos agredidos. A grandeza do Benfica deve reflectir na indiferença pela justiça feita por nós próprios», disse Domingos Soares de Oliveira à Benfica TV.  
Esta é a diferença ao nível de clubes!

Descalça a bota Jaquim!

O administrador financeiro da Benfica-SAD disse hoje que o clube quer 40 milhões de euros por época pelos direitos televisivos.
Embora não tenha descartado a renovação com a Olivedesportos, disse também que o clube já se encontra a negociar com outros eventuais parceiros.
Joaquim Oliveira, patrão da Olivedesportos tem aqui uma valente bota para descalçar porque se se chega à frente e aceita a pretensão do Benfica terá de subir o valor do FC Porto de 18 para 32 milhões, quase o dobro. Isto porque ao renovar o contrato os azuis terão colocado no mesmo uma cláusula que lhes garante 80% do que o Benfica receber.
Domingos Oliveira disse ainda que o Benfica sabe quais são os custos e as receitas da Sport TV.

Plantel do Benfica é altamente disputado

Quem o diz é Domingos Soares de Oliveira, director financeiro do Benfica. E tem razão, o que é bom por um lado e mau por outro.
O próximo a sair será com toda a certeza Fábio Coentrão. Depois dele outros se seguirão, infelizmente.
É uma pena que isso aconteça, mas o Benfica e  todos os clubes do futebol português não têm condições de segurar por muito tempo jogadores cobiçados pelos "tubarões" do futebol europeu.
Mas este problema não é apenas do Benfica, por isso não vale a pena ficarmos apreensivos antes de tempo. Apesar de nos termos de capacitar que o investimento dos clubes ainda será menor nas próximas épocas porque se aproxima a passos largos (2014) a entrada em vigor do chamado fair-play financeiro da UEFA, a menos que consigamos ir vendendo bem um jogador por época, pois o clube que não consiga apresentar contas equilibradas, com o deve e haver nivelado, não participa nas competições daquele organismo, o que será um rombo nas finanças dos atingidos.
Cada vez se torna mais imperioso apostar na formação. O pior é que ninguém tem paciência para esperar pelos resultados.

Orgulho!

Quem acompanhou como eu acompanhei o processo que antecedeu a construção do actual estádio da Luz, sabe das angústias porque passamos com a incerteza de ser possível avançar  ou não para a construção do mesmo por questões financeiras. É que não era apenas a falta de dinheiro, era sobretudo a falta de credibilidade na banca, face ao passado recente.
Valeu ao Benfica, e muitos sócios parece que já se esqueceram disso, a obstinação de Luís Filipe Vieira e Mário Dias. Caso isso não tivesse acontecido, hoje não teriamos este estádio, que acabou de completar 7 anos e já conta com mais de 7 milhões de espectadores.
Hoje, ao ler as declarações de Domingos Oliveira, o homem das finanças do Benfica, tive a grata surpresa de saber que as dívidas contraídas em 2000/2001 para a construção do estádio, ficarão liquidadas no final deste ano.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

ARQUIVO DO BLOG

Prémio Relíquia da Internet

Prémio Relíquia da Internet

Presente do grande CORAÇÃO ENCARNADO

Presente do grande CORAÇÃO ENCARNADO

Adaptado por Blogger Benfiquista

Blog do Manuel © 2008. Template by Dicas Blogger.

TOPO