Enquanto uns se acobardam e deixam passar cinco dias para dar a cara pelas suas escolhas, outros assumem-nas na hora.
Realizou-se ao início da tarde no Brasil (cerca de uma hora e meia atrás) a cerimónia do anúncio das escolhas de
Dunga para o Mundial. Foi feito um compasso de espera de 15 minutos para os jornalistas analisarem os nomes e depois começou a bateria de perguntas sobre as escolhas e as respectivas justificações por parte do técnico brasileiro.
Verdade seja dita que talvez a única surpresa tenha sido o avançado Grafite que actua no Wolfburg da Alemanha, campeão na época passada e onde Grafite foi figura em destaque. De resto, coerência absoluta, mantendo os "seus" jogadores, goste-se ou não, concorde-se ou não, mas pelo menos existe um critério.
Luisão e Ramires estão entre os eleitos!
As expectativas centravam-se na convocação ou não das jovens revelações do Santos, Neymar e Paulo Henrique Ganso e ainda em Adriano e Ronaldinho Gaúcho.
Dúvidas desfeitas, não foi nenhum dos quatro, embora Adriano fosse bastante votado pela imprensa para estar na lista, ao contrário de Grafite.
Mas, como disse atrás, Dunga foi coerente ao manter os jogadores que mais tem utilizado e que lhe valeram nos últimos anos uma Copa América (o equivalente ao Euro), o 1º lugar no apuramento para o Mundial (foi um campeonato entre países) e a Copa das Confederações realizada há um ano na África do Sul.
Eu pessoalmente talvez não escolhesse Josué, Gilberto (veterano lateral esquerdo que joga a médio no Cruzeiro), Kleberson (Flamengo), Thiago Silva (Milan), mas aceito, como já disse pela coerência do seleccionador.
Carlos Queiroz, como disse no começo, foi cobarde, além de incompetente. Coerência zero!
Misturou jogadores pouco utilizados nos clubes com jogadores que quase nunca jogaram pela selecção, não demonstrando um pingo de coerência para deixar de fora outros jogadores em boa forma.