O Benfica passou por momentos difíceis principalmente na década de 90.
Atolado em dívidas, quase sem credibilidade e sem conseguir os resultados desportivos que o catapultassem para melhores dias, o Benfica ia definhando.
Bateu no fundo no mandato de Vale e Azevedo, o presidente de quem os benfiquistas nem se querem lembrar e que quase colocava o nome do clube na lama.
Mas, como grande clube universal que é, renasceu das cinzas.
O renascimento começou em Outubro de 2000 na presidência de Manuel Vilarinho (pós Vale e Azevedo) e com Luís Filipe Vieira na SAD, secundados claro por nomes a quem o Benfica muito deve, caso de Mário Dias por exemplo, o chamado "pai" da nova Luz. Continuou com L.F.Vieira já na presidência até aos dias de hoje.
Durante estes últimos 10 anos o Benfica começou por limpar o nome, pagando e renegociando as dívidas. Depois aos poucos e sem descurar a equipa de futebol foi construindo as bases para o que é hoje e será no futuro.
Nessas bases incluo a construção do Estádio com muitas dificuldades e graças ao grande empenho dos seus dirigentes, sobretudo Luís Filipe Vieira e Mário Dias. Não esqueço que foi um processo com avanços e recuos mas decidido quase à última hora pela construção do novo estádio. Em boa hora dirão todos os benfiquistas, mesmo aqueles que eram apoiantes da opção de remodelação do antigo.
Construíu depois o Centro de Estágio do Seixal, que veio a ser fundamental para o renascimento do clube nas categorias de formação.
Criou o seu próprio canal de televisão, canal esse pelo qual quase ninguém apostava nada e hoje, passado pouco mais de um ano, verifica-se que foi das melhores apostas do clube para conseguir a sua independência face a uma comunicação social minada.
Para além destas bases que considero as principais, tendo em vista o presente e o futuro, ainda criou uma Fundação que começa a dar frutos e a mostrar ao mundo que o Benfica não é apenas um clube desportivo.
Depois de alguns anos em que o futebol conseguindo embora conquistar alguns (embora poucos) títulos, surgiu esta época muito por culpa do actual treinador Jorge Jesus, temos de reconhecer, uma equipa à semelhança daquelas dos bons velhos tempos e com ela a galvanização dos adeptos.
Paralelamente ao futebol todas as principais modalidades lutam por títulos.
Nesta conjuntura o clube consegue, apesar do elevado passivo, parceiros para financiar os seus empreendimentos, casos do Fundo de Jogadores e agora o empréstimo obrigacionista de 40 milhões de euros que foi o que me levou a escrever este post.
Agora o futuro do Benfica é risonho, é preciso é que não caia de novo nas mãos de aventureiros, coisa que a actual direcção também vem tentando evitar ao proceder a alteração de estatutos. Estes anos de grande esforço e muito trabalho não podem ser deitados fora novamente.





