Época 2015/16

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Os óculos italianos da UEFA

«A UEFA abria ontem a sua página na internet dedicada à Liga Europa com o título sugestivo: “Juventus a um golo da final em casa”. Cada um vê a realidade com os óculos que tem, dizem os sociólogos da comunicação, e a organizadora das eurotaças escolheu o olhar italiano, de quem quis organizar o jogo da decisão e tem uma bela oportunidade de o disputar – afinal está a um golo de distância. Existem outras formas de catrapiscar o jogo de quinta-feira, tipo “Benfica a um empate de voltar à final da Europa” ou “Juventus obrigada a ganhar e a fechar a baliza”. Mas não, a UEFA preferiu ver a preto e branco. Ou a amarelo e azul. Tanto faz. Pode ser o olhar mais comodista, clássico, a partir de quem precisa de ter a iniciativa para tomar a eliminatória em mãos, mas talvez devesse pertencer a um jornal italiano, nunca à UEFA, que deve reger-se por um imperativo de neutralidade. Enfim, o Benfica que não estranhe, vai jogar com a Juventus, organizadora da final. 
...»

Concordo plenamente!

O que se passa?

Perderam a vergonha, ou o respeito?
Refiro-me a alguns jornalistas, principalmente a um conhecido anti-benfiquista, que escreveu isto:

«1. A utilização irregular de três jogadores pode valer ao FC Porto a desqualificação na Taça da Liga. É uma notícia, para lá de surpreendente, inimaginável, tratando-se do clube mais organizado de Portugal. Até ali, o stress da gestão e muita incompetência traíram uma máquina julgada infalível. Diz o povo que quando a nódoa cai no melhor pano, os danos são sempre mais visíveis e as consequências sobrevalorizadas. É o caso. 

2. Sabe-se como às vezes a aplicação da lei em Portugal é um exercício difícil, em que na maioria dos processos quem julga olha ao nome, ao estatuto e ao volume dos apoios de quem é julgado, e o resultado final, a pena, não reflete exatamente o que está regulamentado. Esperemos então para ver, porque o assunto está entregue aos advogados de FC Porto, V. Setúbal (parte interessada na desqualificação portista) e ao Conselho de Disciplina. Um cocktail explosivo, é o que é.

3. Aconteça o que acontecer, este caso é um tremendo aborrecimento para a recandidatura de Pinto da Costa. O presidente do FC Porto levantou recentemente a hipótese de dar o lugar a outro, depois de se ter tornado no dirigente mais titulado do Mundo, mas, subitamente, entrou um grão de areia na engrenagem e o que pode acontecer é ter mesmo de se ir embora, mas empurrado por associados e acionistas em fúria com a eliminação da equipa. Na Alemanha, em Inglaterra ou nos Estados Unidos seria assim. Mas estamos em Portugal. E é a FPF liderada por Fernando Gomes que está a julgar o caso. Calma.» (António Varela, in Record)

Caíu a máscara!

Para encerrar este assunto, a menos que surjam novidades que o justifiquem, não é demais desmascarar quem sempre se mostrou tão arrogante acusando o Benfica de não ter motivos para se queixar das arbitragens, por ter mau perder, como foi o caso da Supertaça.
Afinal não somos apenas os benfiquistas que pensamos que Villas-Boas extrapolou e mostrou que não passa duma criança birrenta.

Alarme Villas-Boas
O treinador do FC Porto mostrou uma face ainda oculta, de descontrolo e indignação obstinada. Pura encenação.
André Villas-Boas quis criar uma cortina de fumo que escondesse o relativo fracasso que foi o empate em Guimarães e arranjou um caso de arbitragem sem sentido. Já na segunda-feira, não houve quem tivesse conseguido vislumbrar qualquer penálti no célebre lance do minuto 77,53, mas AVB bateu o pé, desafiou os jornalistas e pediu explicações a Vítor Pereira. Nada.
A verdade é esta: o FC Porto perdeu os primeiros pontos na Liga e não foi por causa da arbitragem. Quem tocou com a mão na bola foi Ruben Micael. Ponto. Mas AVB tinha de fazer algo, saiu-se mal.
(Post de António Varela, no Record)

O lançamento da bola de golfe

A informação correu de blogue para blogue na semana que antecedeu o clássico FC Porto-Benfica: claques simpatizantes dos dragões tinham adquirido 3.500 bolas de golfe. Para quê? - perguntava-se.

Uma vez que não havia notícia de uma corrida massiva à aquisição de tacos ou mesmo do aluguer de "sets" de iniciação, nem de inscrições em escolas da modalidade, a curiosidade cresceu, cresceu... até que muitas bolas de golfe começaram a andar de mão em mão, no Estádio do Dragão, até uma delas se ter transformado em estrela de conferência de imprensa.

Passe a tentativa de fazer ironia barata, pergunta-se: para que serve a lição do Euro'2004, qual a utilidade dos "stewards" que tudo ou quase tudo deixam passar nas revistas à entrada dos estádios? Quando alguém voltar a morrer, a polícia levará o assunto a sério. Até lá limitar-se-á a fingir operações de segurança.
(António Varela, in Record)

Recuperei este artigo editado ontem mas que não vi (ainda) transcrito em nenhum blog.
Pergunta pertinente, que revista foi feita à entrada do Estádio do Dragão no domingo? Ou então, digo eu, é ainda mais grave se as bolas já tinham sido introduzidas no Estádio antes do jogo e guardadas numa qualquer arrecadação!
Face ao silêncio cúmplice da SAD portista, que em vez de se preocupar em saber como as bolas entraram e pelo que irão pagar de multa, vieram atacar o Benfica. Ganha-se alguma coisa com este estado de guerra no futebol português?
Já comecei a ler em alguns lugares como que uma incitação à revanche no próximo jogo da final da Taça no Jamor. Onde é que isto vai parar? 
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