Época 2015/16

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Que vergonha!

Os azuis do Porto ainda não pagaram ao Santos uma verba relativa à transferência de Danilo para o Real Madrid há mais de um ano. Verba essa que totaliza 1,7 milhões de euros!
Na altura da venda preferiram os corruptos, agora aguentem. Só que a actual Direcção do Peixe não é a mesma da altura da venda.

Estás enganado Nuno!

O Nuno que treina o clube de Contumil afirmou hoje que todos os portugueses vão apoiar o seu clube amanhã.
Está rotundamente enganado!

Como não têm nada para festejar ...

O "chorões diários" lembra hoje que faz 5 anos que choveu do chão e houve um apagão na Luz!
Pois é, e sobre a derrota de ontem, mais as duas anteriores no andebol, nada?
E sobre a equipa de futebol, nada a festejar hoje?
Nove pontos de atraso, que poderão ser seis amanhã!
E sobre a equipa de hóquei em patins, nada a festejar hoje?
Derrota com a Oliveirense ontem para a Liga Europeia, em casa, por 4-3, depois da derrota também por 4-3 em Oliveira de Azeméis!
E sobre a equipa de basquetebol, nada a festejar?
Derrota com o Galitos na 6ª feira, no Barreiro, por 62-60!
E sobre o futsal e o voleibol, nada a festejar?
Ah, não têm equipa nestas modalidades!

Filha da putice!

"O FC Porto não deixou passar em claro uma data que tem sido assinalada na última semana, principalmente por rivais do Benfica.


Completou-se a 21 de março de 2016 um ano desde que o Benfica viu ser assinalada uma grande penalidade contra si e, depois de vários comentários de comentadores alusivos a Sporting e FC Porto, os ‘dragões’ decidiram reagir na sua newsletter desta sexta-feira.
“O 'Jornal de Notícias' publicou ontem um curioso artigo sobre um facto que o jornal apelida de "proeza europeia" do Benfica: dá-se a extraordinária coincidência de o clube ser o único dos cinco primeiros classificados dos principais campeonatos da Europa que não regista nenhuma expulsão nem viu ser assinalado um único penálti a favor dos adversários”, pode ler-se.
Os portistas recordam depois que o árbitro escalado para o encontro e responsável pelo livre de onze metros foi Marco Ferreira, juiz que se retirou das competições profissionais no final da época.
“A análise peca por a amostra ser escassa, mas o artigo destaca outro dado: a última grande penalidade assinalada contra os lisboetas foi a 21 de março de 2015, há mais de um ano, com a coincidência (mais uma) de o árbitro Marco Ferreira ter entretanto abandonado a carreira, da maneira que se sabe”.
Enquanto eram beneficiados anos a fio não havia problema nenhum, tudo normal. Agora que entraram num longo jejum de títulos já se queixam.
Pode ter havido, e houve sim, algum lance duvidoso na área do Benfica ao longo do tempo referido acima, mas lance claro de penálti não houve nenhum. Eles gostavam dos tempos em que um jogador nosso, até de costas, desde que a bola batesse no braço era penálti (ocorrido num Braga-Benfica com o lateral esquerdo Emerson).
Quanto a expulsões, a mesma coisa, enquanto aos jogadores do Benfica, à primeira entrada mais forte era logo amarelo, aos corruptos era permitido bater durante todo o jogo e se visse amarelo era quase no fim do jogo.

Esses chorões esqueceram-se depressa dos dois penáltis escandalosos não assinalados pelo Jorge Sousa no Nacional-Porto!
Vão mas é para o c.......

Maxi sem perdão!

Mantive-me calado sobre Maxi até se confirmar oficialmente aquilo que se esperava.
Hoje confirmou-se e eis a minha opinião.
Maxi teria todo o direito de escolher o clube que queria representar, mas se tivesse informado o Benfica previamente.
Da forma como o fez não tem perdão. Pelo menos para mim.
Ele sabe que era uma referência do clube, era vice-capitão, era admirado pelos adeptos, nas comemorações do título fez de repórter e entrevistou o amigo Gaitán perguntando-lhe se iria continuar no Benfica, o que pressupunha que ele próprio pensava continuar.
Ao ignorar tudo o que disse atrás, Maxi portou-se como um pesetero e um homem sem carácter!
Quando se arrepender do passo que deu será tarde!

E agora Lopetegui?

De certeza que esta semana Lopetegui não se vai queixar da arbitragem!
No Record diz-se isto:
«... O FC Porto teve pela frente uma equipa mais complicada. Conceição preparou bem o jogo e só não trouxe pontos do Dragão por manifesta incompetência na finalização. Proença também fez vista grossa a um penálti claro no último lance do jogo, mas não é disso que se fala aqui hoje. Com tanto investimento e muitos projetos de jogadores promissores, ao técnico espanhol pede-se mais qualidade no futebol jogado. Foram demasiado notórias as dificuldades na construção na 1.ª parte, ainda mais evidentes as deficiências de Marcano para jogar a “6” numa equipa que pretende privilegiar a posse de bola e só com as alterações da segunda metade o meio-campo estabilizou. Entendendo a ideia da rotação, tanto por questões físicas como pela gestão de egos, Lopetegui precisa de analisar se não haverá postos-chave na equipa que precisem de estabilização. Uma coisa é certa, este caminho não está a dar os melhores frutos. Com a qualidade à disposição, este dragão tem de ser mais forte. Ou deve.»

Finalmente saíu o castigo

O guarda-redes (ou será caceteiro?) Edo Bosh, expulso na final da Taça de Portugal de hóquei em patins por ter agredido violentamente o benfiquista Carlos López foi finalmente punido (dois meses depois). Mas valeu a pena a espera porque o caceteiro levou 20 jogos, mas reduzidos a 15, ficando com 5 pendentes. Ahahah, valentes senhores do CD da FPP!
Muito bom para os adversários porque assim se livram dum perigoso caceteiro quando as coisas não correm de feição às suas cores.

Oh Tó, vai-te catar!

O técnico de hóquei dos azuis deve ter visto outro jogo, além de que tem memória curta!
Leiam aqui.

A parolada está feliz!

Não me estou a referir aos jogadores do futebol sénior depois de terem ganho a um Benfica de 2ª porque isso já foi falado em muitos blogues benfiquistas, mas sim à felicidade pela conquista do campeonato da Proliga (2ª divisão do basquetebol) no passado fim de semana.
Há dois anos, depois de terem perdido em casa o campeonato para o Benfica (azia suprema) e porque a Federação de Basquetebol não os deixava manobrar como gostam, decidiram desistir da modalidade.
Porque tinham escalões de formação e um bom técnico, decidiram inscrever-se na modalidade mas com outro nome. Quanta criatividade!
Agora, essa "filha bastarda" do clube, de nome Dragon Force, subiu ao principal campeonato da Liga de Basquetebol e eles estão todos felizes.
Agora pergunto, porque desistiram para voltarem de imediato à modalidade? Tanto quanto sei a Federação é a mesma! 
Digam lá se não é interessante ver em hóquei e andebol o nome "fcp" e no basquetebol "dragon force". Imbecis!

Clube nojento!

Depois duma época em que se classificam em 3º lugar e correm o risco de nem ir à Fase de Grupos da Liga dos Campeões, ainda têm a falta de nível de puxar a cassete atrás e mostrar o golo da vitória da época passada e escrever mensagens a relembrar o facto. Não têm classe nenhuma, nem mesmo quando ganham!

E, como estas atitudes se espalham pelos adeptos, ontem foi mais do mesmo no jogo de juniores que se disputou no Olival, o tal centro de treinos pagos pelo erário público e cedido pela mísera renda de 500 euros mensais! 

Estou expectante sobre o que vai acontecer no próximo domingo aquando do jogo de Iniciados A! Se eu fosse dirigente do Benfica exigia um policiamento como deve ser e até a interdição daquele campo.

Alguns comentários que "saquei" do jornal A Bola sobre o referido no 1º parágrafo deste texto:
«Para além de tristes, são tacanhos, mesquinhos e tentam tudo por tudo para disfarçar a azia que lhes corrói a alma.......E precisam branquear o facto de terem beneficiado de um "penalty" inventado para fazer o 2-1 e não terem ficado só com 10 depois de mais uma entrada assassina não punida»

«Não passam de um clube bairrista. Esta época já não têm mais nada e então provocam nas redes sociais. Tristes.»

A vergonhosa agressão de Quaresma na Madeira

E depois ainda dizem que ele foi vítima de racismo!

E que tal um sumaríssimo para o Fernando?

Se eu mandasse alguma coisa no Benfica pediria que fosse instaurado um "sumaríssimo" ao caceteiro Fernando dos azuis.
Já no que concerne à outra entrada assassina, do mexicano da boca sempre aberta, nada se pode fazer pois o árbitro mostrou-lhe amarelo.

Mais um sabujo domesticado

Tem sido assim desde sempre, mas confesso que não esperava que até o Paulo Fonseca, um benfiquista segundo diz quem o conhece, se prostituísse ideologicamente enquanto treinador dos azuis.
Já este é mais um sabujo domesticado que chega à "cadeira de sonhos", ou de pesadelos!

Perdeu-se o respeito

Quem diria!
Os azuis acabam de perder em casa com o Estoril por 1-0, golo de penálti.
Quem se atrevia a marcar um penálti no Dragão (e Antas) a menos de 15 minutos do fim e com o jogo empatado até há pouco tempo atrás?
Parabéns Vasco Santos, um árbitro do Porto!

Lesão no Twitter

O belga Defour lesionou-se ao escrever no Twitter.

A diferença da cor das camisolas

Enquanto os juniores dos azuis empataram em casa com a União de Leiria (1-1), com o golo a ser marcado de penálti não existente, uma vez que a falta foi fora da área, o Benfica empatou em casa com o Leixões (3-3), com um penálti inexistente, nos descontos.

Toma lá Paulo!

Disse há dias o artista que treina actualmente os azuis do Porto que "é muito fácil dizer mal do Porto". Pois é, hoje teve a resposta por parte dum dos que diz mal da sua equipa.

«Paulo Fonseca tem toda a razão quando diz que “neste momento é muito fácil dizer mal” do FC Porto. O que este treinador não diz, mas nós acrescentamos, é que é fácil dizer mal da sua equipa, porque ela não se tem apresentado como tal. Se, num simples jogo de futebol, os critérios de análise são quase sempre subjetivos, ou o que para uns é bom para outros nem tanto, o mesmo já não se aplica quando se é confrontado com a frieza dos números. E esses indiciam que o campeão nacional tem estado uma sombra do que vale, sobretudo nos jogos fora do Dragão, como será o caso de hoje, em Barcelos, com o Gil Vicente.

Ora, o FC Porto tem escorregado bastante nesta Liga nos jogos longe de casa, em que o seu registo é preocupante, como os números o demonstram: em nove jogos, apenas conseguiu quatro vitórias, contabilizando ainda três derrotas e dois empates. Se preferirem, já tem mais derrotas e empates do que vitórias nessa situação de visitante, o que é mau para quem tem como ambição chegar ao tetra; a situação agrava-se quando se constata que o Benfica tem uma vantagem de quatro pontos e não manifesta qualquer sinal de quebra. É neste contexto, desfavorável, que o campeão nacional joga hoje com o Gil Vicente, simplesmente o clube que teve o atrevimento de impor a única derrota ao FC Porto em 60 jogos na Liga, nos dois anos de Vítor Pereira. Nova preocupação? Sim, embora a maior delas tenha a ver com a incapacidade – há quem lhe chame falta de atitude – manifestada pelos dragões, sempre que entram em campo sem o conforto de atuar no seu reduto.

O que se verifica é que ao campeão português vem faltando por vezes o seu selo mais característico – a atitude que chegava e sobrava para ganhar jogos quando as coisas corriam mal. E essa falta de atitude entronca num problema mais sério e que se prende com o facto de o FC Porto ainda não funcionar como equipa, o que muito se estranha, e ainda para mais quando o campeonato já vai longo. Uma boa parte do facto de o FC Porto estar aquém do que se lhe exige tem a ver com as repentinas mudanças operadas por Fonseca que, surpreendentemente, troca de nomes no seu onze como quem troca de camisa, o que contribui para a falta de quase tudo. É o carrossel do meio-campo que não pára de dar voltas – 15 combinações diferentes já foram testadas, o que é obra – e uma defesa em que no seu eixo central só Mangala tem lugar privativo. Assim torna-se mesmo difícil, pois ninguém consegue resistir a tanta mudança.

É nestas circunstâncias, perigosas, que os dragões defrontam hoje o Gil Vicente, com um onze que naturalmente será diferente do anterior, porque isso está no sangue de Fonseca – é provável que Maicon recupere a titularidade –, mas que tem de ter a força de vontade suficiente para assegurar os três pontos, sob pena de se despedir bem cedo do título. Muitas adversidades, com a agravante de o Gil Vicente ter uma equipa bem definida, e mais ainda quando joga em Barcelos. Só um “Porto à Porto” poderá ser feliz. Conseguirá o que não conseguiu até aqui?!»

Perderam o respeito, o que é bom sinal

Dia após dia vou lendo e ouvindo coisas nunca antes ditas por sportinguistas, e até por jornalistas.
Quem se atrevia até há pouco tempo a dizer coisas em desabono dos azuis da cidade do Porto? Ninguém, a não ser os benfiquistas!
Nestes últimos dias tem sido um fartote. E não vai ficar por aqui.
«Sobre o último dérbi, nada de especial há a dizer. O Sporting não jogou um caracol e, entre a festa da espuma de domingo e o jogo de terça, perdeu-se o efeito surpresa de Jardim. Mas nem ele o salvaria. A vitória do Benfica foi limpinha. E não me refiro à ausência de lã de rocha no relvado e de bocados da cobertura nas bancadas. Mas nestes últimos meses ficou clara para mim uma coisa: pelo menos no campo, o campeonato será decidido no confronto entre o Benfica e o Sporting. Quanto ao Porto, que nos tem presenteado com exibições abaixo de deprimentes, lá terá, se ainda souber, de voltar a tentar ganhar no campeonato da secretaria.

E, regresso ao tema, as coisas vão bem encaminhadas numa competição menor: a Taça da Liga. Herculano Lima é juiz jubilado e conhecido amigo do Futebol Clube do Porto. Em pleno processo de investigações do Apito Dourado disse, em declarações públicas, que a montanha iria parir um rato. O experiente obstetra deste mundo pouco salubre da bola viu o seu desejo confirmado. Herculano também é presidente do Conselho de Disciplina da FPF e dissipou todas dívidas logo na primeira audição sobre o caso do atraso do Porto no jogo com o Marítimo. Segundo o Record, o que o juiz queria saber de Fernando, o jogador que só se lembra das dores uma semana depois de as sentir, era se o Porto também teria vencido o jogo caso tivesse entrado em campo na hora marcada. Como a resposta é impossível de dar e a pergunta era para um jogador do FCP, fica a parecer que o objetivo destas inquirições é o convívio. Onde também participou o vogal Ricardo Pereira, que, seguramente imparcial nestas guerras, foi advogado de Lourenço Pinto contra Carolina Salgado.

Não há, portanto, qualquer ansiedade para o Sporting. Ao contrário do dérbi, o resultado é mais do que certo e parece-me que não será “limpinho”. E, no entanto, não há qualquer dúvida que o Porto quis atrasar o jogo para daí obter vantagem. E que os regulamentos punem esse comportamento com derrota. Ficam a saber os árbitros: quando marcarem uma grande penalidade ao Porto, por causa de uma rasteira na grande área, terão de perguntar ao faltoso se aquela jogada mudaria o desfecho do jogo. Porque é assim que se faz justiça no futebol nacional.» (Daniel Oliveira, um sportinguista, in Record)

Finalmente começam a perder o respeito ao "papa"

Não é normal no mesmo dia e no mesmo jornal dois artigos cujos autores atacam os azuis e o seu presidente, daí o meu título.
Senão leiam:
«Os jogos do FC Porto ameaçam tornar-se impróprios para cardíacos. No sábado, contra um Marítimo desfalcado, os adeptos estiveram com o credo na boca até ao último segundo. O golo salvador só surgiu ao soar do gongo, ainda por cima fruto de um penálti discutível.

Como se isto não bastasse, é hoje raro um jogo do FC Porto em que não haja uma polémica. Agora, foi o atraso na entrada da equipa em campo. E, não sendo isso que fez o Porto ganhar, cheira a expediente manhoso.

Não pode ser por acaso que, num jogo obrigado a começar à mesma hora de outro por estar em causa o apuramento na prova, uma equipa se atrasa a entrar em campo.

Durante o polémico jogo de sábado, as câmaras da TV focavam com insistência Pinto da Costa. Lá estava ele, qual figura tutelar, a presidir ao espetáculo. E acredito que a sua presença no estádio tenha alguma influência nos jogadores e até nos árbitros.

Vendo-o ali, os jogadores portistas inquietar-se-ão: “O que irá ele fazer-nos se não ganharmos?”. E a verdade é que se batem até ao último minuto, nunca atirando a toalha ao chão. Foi assim contra o Marítimo, foi assim contra o Benfica, no célebre jogo do golo de Kelvin.

E também os árbitros serão sensíveis à presença do patriarca nortenho. Pelo menos, terão os maiores cuidados para não prejudicar o FC Porto. Mesmo admitindo que aquele penálti foi penálti, se fosse ao contrário é muito possível que não tivesse sido assinalado.

No sábado, lá estava o velho presidente, sentado no camarote ao lado da sua jovem namorada, como se estivessem num pedestal. Apesar de o jogo ser impróprio para cardíacos, e de ele próprio ser um doente cardíaco, aguentou firme. Aguenta sempre. Pois pensa que, se não estiver ali, as coisas ainda correrão pior.

Ninguém pode dizer que foi Pinto da Costa, com a sua velha manha, a dizer à equipa para se atrasar na entrada em campo. Mas uma coisa é certa: indiferente aos males do coração, o velho presidente continua a sacrificar-se pelo seu FC Porto e a ditar as leis. Vejamos até onde a equipa – e os árbitros – continuarão a corresponder aos seus sacrifícios.» (José António Saraiva, in Record)

«É notório que o FCPorto tem um problema de gestão do tempo quando se trata de participar na Taça da Liga. Há cerca de um ano, a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga entendeu que os portistas deviam ser excluídos da competição exemplarmente conhecida como “taça da cerveja” (designação do tempo em que ainda um patrocinador principal), por terem utilizado três jogadores de forma irregular.

Fabiano, Abdoulaye e Sebá não descansaram então 72 horas entre a participação num jogo da equipa B e o último compromisso da fase de grupos da Taça da Liga, frente ao V. Setúbal, como foi entendimento dos inquiridores, pois só tinham passado efetivamente 71 horas e 45 minutos. Todas as evidências apontavam para a desqualificação do FCPorto. Todas? Não! Uma omissão no texto da lei, que se aplicava apenas aos jogos das 1.ª e 2.ª Ligas, mas não citava a Taça da Liga e a Taça de Portugal, salvou a máquina portista nos conselhos de Disciplina e de Justiça e evitou um “levantamento de rancho” no Dragão, que encurtaria os “largos dias” que “têm cem anos”, obra do grande chefe Pinto da Costa.

Desta vez não estão em causa 15 minutos, mas 2 minutos e 45 segundos, um atraso que permitiu ao FCPorto saber como tinha acabado o Penafiel-Sporting e assim carregar no acelerador na compensação, até atingir o conveniente resultado de 3-2. Com uma diferença fundamental: se antes o que salvou os dragões foi um buraco na lei, desta vez é preciso produzir prova que ateste o dolo, a intenção de prejudicar o adversário com o atraso, que pode até ser justificado cientificamente com uma descalibragem da Terra nos seus movimentos, capaz de provocar diferenças de fuso horário entre a cidade de Penafiel e o bairro das Antas! Uma diferença para aí de 2 minutos e 45 segundos, vá lá!

É óbvio que a Liga – e os delegados nomeados em particular – tinha a obrigação de cuidar, em 2013, da ficha do FC Porto-V. Setúbal, de modo a evitar a utilização de jogadores que tinham descansado menos de 72 horas entre jogos; e de garantir, em 2014, que o FCPorto-Marítimo começava à mesma hora do Penafiel-Sporting (fosse qual fosse o fuso horário!). Mas não o fez, expôs às claras a falência da sua credibilidade e mais uma vez permitiu que alguns podres do antigamente voltassem a minar o sistema. E, coincidência ou não, nos dois jogos em que as “cebolas” portistas entraram em disfunção antirregulamentar, um dos delegados repetiu presença no Dragão, o que faz perguntar: por que são sempre os mesmos, os azarentos e os prevaricadores? Ou são outra coisa?» (António Varela, in Record)

Demónios e anjinhos!

«Paulo Fonseca parecia possuído quando se apresentou aos jornalistas para dissecar as emoções extremas da última jornada do apuramento da Taça da Liga, sintetizando o que acabara de se passar com a frase lapidar que, no FCPorto, figura em primeiro lugar na tábua dos mandamentos para uma vida feliz: “Nós não fazemos o papel de anjinhos.”

À mesma hora, em Penafiel, treinador e presidente do Sporting falavam de imoralidade e de suspeitas de favorecimento por omissão, por parte da Liga, incapaz de garantir a mais básica das equidades desportivas, a da garantia que todos os concorrentes têm as mesmas condições para lutar pelas vitórias, a começar pelo respeito e observância dos próprios regulamentos de competições. E sim, as queixas do Sporting voltam a soar como justificação tardia e como demonização de um vencedor que nunca olha a meios para alcançar os objetivos. Neste caso, o FCPorto fez tudo o que, aparentemente, a permissividade dos delegados da Liga lhe permitiu, com um elevado grau de profissionalismo, perversidade à parte, que fez toda a diferença na reta final da corrida ao golo, com o Sporting. Mais penálti, menos penálti, mais golo duvidoso menos erro escandaloso, já se sabe como acaba a história: no fim ganha o Porto.

Muitos anos e quatro presidências depois da célebre denúncia de Dias da Cunha, o Sporting prossegue a sua luta virtual contra moinhos que sopram cada vez mais forte, tendo acrescentado em Penafiel a sua longa lista de vitórias morais ou, de acordo com o presidente, mais uma derrota imoral. Parece sina, mas trata-se simplesmente da expressão de diferenças acumuladas pelo tempo, com a consolidação de profissionais e métodos que não se importam, não se importam mesmo nada, de serem confundidos com demónios e coriscos.

A equipa do Sporting realizou nos últimos meses uma enorme recuperação desportiva e bate-se agora em campo de igual para igual com os rivais, chegando a dar a sensação de que já nada lhe falta para poder chegar novamente aos títulos. No entanto, a meio da temporada, já foi eliminada das duas Taças e resta-lhe o campeonato, com apenas 14 jogos para disputar em quatro meses – o que pode redundar em handicap positivo, considerando que os adversários vão jogar duas vezes por semana a partir daqui, em quatro frentes.

Vai sobrar muito tempo aos responsáveis leoninos para estudarem os métodos diabólicos e deixarem, o mais rapidamente possível, de serem tratados como anjinhos pelos adversários.»

(João Querido Manha, in Record)
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