Na qualidade de sócio, dou o meu total e incondicional apoio à Direcção do Benfica ao desistir de disputar a final da Liga Europeia de Hóquei em Patins contra o clube mais nojento que existe à face da terra. Basta de paninhos quentes, enquanto aquele clube não mudar de comportamento acho até que não deveríamos comparecer a nenhum jogo na casa deles averbando falta de comparência. Talvez assim as entidades responsáveis e as autoridades fizessem alguma coisa.
O Comunicado na íntegra:
Comunicado: Vitória da intimidação, da violência e da falta de ética
Após
o que se viveu na tarde deste sábado no Dragão Caixa, com condições de
segurança ao nível de uma competição amadora a permitirem a ameaça a
adeptos, sinal de desrespeito por todos os clubes presentes na final
four da Liga Europeia de Hóquei em Patins, o Sport Lisboa e Benfica
realizou contactos no sentido de serem garantidas para amanhã [domingo]
as condições de segurança que a PSP não garantiu no dia de hoje [sábado]
e bilhetes para os seus adeptos, tendo em conta que o SL Benfica é um
dos finalistas e pelo facto de se tratar da principal prova europeia de
clubes.
A resposta do Comité Europeu (CERH) responsável
pela organização não podia ser mais surpreendente: não pode garantir a
cedência de ingressos para a Final. Mais surpreendente é o facto do
presidente do Comité Europeu (CERH) dizer aos responsáveis do Benfica
que as pretensões são totalmente legítimas, mas que nada pode fazer.
Perante
tudo isto, o Sport Lisboa e Benfica não se vai apresentar em campo para
a final da competição. Será, para o clube vencedor, a vitória da
intimidação, da violência e da quebra das mais elementares regras de
ética numa competição desta dimensão.
Da Polícia de
Segurança Pública ficou, uma vez mais, provado que há duas instituições
diferentes. Uma a norte, apenas preocupada com os interesses de um
clube, e outra PSP a sul, essa sim orientada apenas para a salvaguarda
da ordem pública. Um caso, mais um, para o Ministério da Administração
Interna analisar.
O Clube tudo tem feito para dignificar e desenvolver a modalidade, mas não pode pactuar mais com este tipo de situações.
Já
que o CERH parece manietado e disposto a permitir que um dos
competidores infrinja as regras mais básicas do desportivismo, o Clube
vê-se forçado a agir, de acordo com a protecção dos interesses e
segurança dos seus adeptos. Fica também a perder a modalidade.